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Baixa qualidade dos serviços de telefonia móvel

Os brasileiros são muito mais tolerantes com a má qualidade do serviço

 cell

 Por Lucas Barbosa

 A qualidade no serviço oferecido pelas operadoras de celular no Brasil está cada vez mais defasada. Serviços de péssima qualidade, como: falha no sinal, interrupção de chamadas, serviço de dados com lentidão, além do crescimento desacelerado de novas linhas de telefonia móvel comprovam a real crise. O Brasil possui mais de 259,29 milhões de linhas ativas, ou seja, são mais de 436 linhas de habilitações feitas todos os meses.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), das linhas ativas no Brasil, 209,88 milhões usam o modelo pré-pago (80,94%) e 49,41 milhões adotam planos pós-pagos (19,05%). No ranking de qualidade das empresas de telefonia móvel divulgado pela Anatel, a Vivo lidera no mercado com 29,42% das linhas ativas no país, seguida da Tim, com 26,79%.

A Claro registrou 24,65% de participação e a Oi ficou com 18,83%. Com 353.307 queixas registradas no ano passado, a Oi é a operadora móvel mais reclamada na Anatel. Claro e Tim aparecem na sequência segundo ranking da Anatel que disponibiliza informações para o consumidor. O participante do fórum Exame, Juliano Pedroso, comentou que infelizmente não há operadoras com serviços de boa qualidade.

 

Soluções

 

O principal causador do caos na cobertura das operadoras é a ausência de antenas de transmissão.O sindicato nacional das operadoras sustenta que “qualquer melhoria de qualidade e cobertura de sinais depende da instalação de antenas”, afirma o diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy.

Com isso, as operadoras terão de aumentar o número de antenas e também a capacidade de transmissão, para garantir uma melhora no funcionamento do trafego de voz e dados. Nos Estados Unidos os americanos não suportam serviço prestado de baixa qualidade, enquanto os brasileiros são mais toleráveis com a má qualidade do serviço.

Eduardo Levy ressalta ainda que existem duas maneiras de resolver: a primeira, que é a principal, é partir para uma tecnologia de maior capacidade. A outra, que está ligada à melhoria da cobertura, são estas soluções de células menores. Ele cita como exemplo, “a única maneira de garantir que um monte de usuários em um estádio da Copa possa navegar durante o jogo é tendo um esquema de antenas distribuídas e compartilhadas que aumentem muito a capacidade”.

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