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É sempre tempo de envelhecer

Acumular idade não é o problema, a questão é como seguir em frente saudável, autônomo e independente

Por Kaito Campos

Em território brasileiro, é considerada velha a pessoa que tem mais de 60 anos, como dita a Política Nacional do Idoso. Isso porque o Brasil está em desenvolvimento, se já fosse um país desenvolvido a fronteira entre a terceira e as demais idades seria o aniversário de 65 anos. É assim que começa o Estatuto do Idoso, etiquetando fases da vida, prevendo o direito “personalíssimo” ao envelhecimento.

Mas envelhecer não é suficiente diante das doenças que se somam junto aos anos, como discute a psicóloga Filomena Costa em sua tese de doutorado. A psicóloga também questiona os conceitos de doença na velhice e na juventude. Para ela, o jovem e o adulto sara e segue em diante, mas o velho doente não é aquele que tem hipertensão, por exemplo, mas aquele que não desfruta mais da independência e da autonomia.

Portanto, o doente na terceira idade é quem não pode, sozinho, tomar decisões ou banhos, nem caminhar ou comer. O Estatuto do Idoso ainda esclarece que é o Sistema Único de Saúde (SUS) que se compromete a cuidar dessas pessoas, “garantindo o acesso universal e igualitário [...] para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção às doenças que afetam preferencialmente os idosos”.

Em Goiânia, o órgão público que lida com o atendimento às doenças que preferem a velhice é o Centro de Referência em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (Craspi). É lá que pacientes com demência, por exemplo, são levados a grupos terapêuticos de memória, de música, arte-terapia, dentre outros, que buscam resgatar suas lembranças, inclui-los no mundo da informática e amenizar as consequências da doença.

A psicóloga Filomena Costa, inclusive, é uma das gestoras técnicas do Craspi. Segundo ela, tratar de idosos no Brasil é novo, porque envelhecemos muito rápido. Com isso, a psicóloga se refere à transição demográfica, ou seja, a população envelheceu de maneira brusca. E, como afirma a Organização Mundial da Saúde, os fatores responsáveis são as guerras, os métodos contraceptivos, a inserção das mulheres no mercado, todos fenômenos do século XX. 

Fonte : FIC

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