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Mulheres estudam mais e ainda ganham menos

Pesquisa mostra que as mulheres possuem mais estudo e ainda ganham menos. A desigualdade salarial evidencia forte relação com a desigualdade de gênero.

Mulheres continuam ganhando menos que os homens apesar do aumento da participação feminina com mais estudo no mercado de trabalho. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), revelaram que o rendimento das horas trabalhadas das mulheres ainda é inferior aos dos homens em média 25% em São Paulo e 29% em Fortaleza. A pesquisa foi divulgada em março deste ano.

A resultado desta pesquisa não é novidade, mas alerta para a dura realidade da mulher no mercado de trabalho. O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, entre 2011 e 2013. Para a comparação, a análise levou em conta atividades ocupacionais similares. Na maioria dos casos, o tempo de estudo das mulheres era superior ao dos homens.

A pesquisa do Dieese resultou no relatório Mulheres e homens em grupos ocupacionais homogêneos: elas tendem a ganhar menos. Com ele, reacende uma reflexão sobre a discriminação da mulher nas relações de trabalho. Nesse contexto, surge a desigualdade salarial como um dos principais reflexos, motivada pela desigualdade de gênero . 

Qualidade de vida

“Essa desigualdade ultrapassa a remuneração e está presente, por exemplo, na jornada de trabalho, nos cargos de chefia, nas condições de trabalho e na qualificação”. O alerta vem da feminista e sindicalista Fátima Veloso, 60 anos, que há mais de 30 atua na luta pelos direitos da mulher em Goiás.

Pensa o mesmo, a socióloga Lorena Gonçalves. Segundo ela, vários estudos sobre o mercado de trabalho “confirmam esse cenário em que as mulheres encontram-se negativamente afetadas na maioria dos índices do mercado de trabalho, como renda, bem-estar, saúde, tempo livre, taxa de sindicalização e qualidade do emprego”.

Ainda de acordo com o relatório do Dieese, em termos gerais, todas as regiões apresentaram rendimento inferior aos dos homens. Salvador (16%), Recife (18%), Belo Horizonte (26%) e Porto Alegre (28%). O documento também apontou que na maioria dos grupos ocupacionais estudados, cerca de mais de 20% das trabalhadoras são chefes de família.

Fonte : Dieese

Categorias : gênero

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