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Mais de 4,16 milhões de meninas foram beneficiadas pelo Programa Nacional de Imunização

Prevenção ao câncer uterino mobilizou adesão

Mais de 4,16 milhões de meninas foram beneficiadas pelo Programa Nacional de Imunização

 

por Nayara Urzêda

Com o término da vacinação de meninas de 11 a 13 anos contra o HPV, em postos de saúde e escolas, estima-se que mais de 80% do público alvo tenha sido beneficiado. Segundo o ginecologista Divaldo Matos Santana, a vacina contra o Papilomavírus Humano é utilizada na prevenção de câncer uterino, já que o HPV constitui-se como principal responsável por esse tipo de neoplasia.

 

Dados da OMS apontam que, todos os anos, 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer do colo do útero e, nessa população, há altos índices de mortalidade. Muitas acabam contraindo outras doenças, pois a infecção pelo HVP favorece o contato em decorrência das lesões provocadas pela enfermidade. “A vacina não descarta o uso do preservativo e realização do exame de rotina”, ressalta Gilma Sousa, enfermeira e gestora do Centro de Saúde Câmpus Samambaia.

 

Quanto aos efeitos colaterais, Clécia Vecci, gerente de imunização da Secretaria da Saúde do Estado de Goiás, esclarece: “Estudos mostraram que a vacina HPV é é bem tolerada, sendo relatados eventos de boa evolução.” Em um estudo publicado na página do Instituto Nacional do Câncer (Inca), consta que não há riscos com a administração da vacina e seus efeitos adversos são leves a moderados. As unidades produzidas “possuem perfil de segurança similar a outras vacinas como o tétano ou hepatite B”, de acordo com o artigo.

 

Movimento contra vacina 

 

Mesmo após intensas declarações de integrantes da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como de especialistas nas áreas de ginecologia e farmacologia, há os que se opõem à vacinação. As alegações são que a vacina causa infertilidade, estímulo precoce da vida sexual feminina, que não há comprovação sobre diminuir os riscos ao câncer do colo de útero e efeitos colaterais, incluindo doenças graves e morte.

 

Criado pela enfermeira Isma de Souza, o perfil Sou Contra a Vacina HPV, já possui mais de mil adeptos no Facebook. A enfermeira afirma que é desfavorável à vacinação porque os efeitos adversos que aconteceram em outros países têm causado muito sofrimento àquelas foram imunizadas. Na página, um dos membros do grupo argumenta que na medicina é bom haver mais tempo para pesquisas e que os pais devem refletir antes de submeterem seus filhos à vacinação.

 

 

 

 

 

 

Categorias : Saúde

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