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Arqueologia e mercado de trabalho

 

Aumento no número de obras no país geram empregos para profissionais da área

 

Por Palloma Lopes 

 

arqueologia

Sítio com manifestações rupestres no município de Palestina de Goiás.
Foto: Acervo IGPA

 

Arqueologia é uma ciência que fascina muitas pessoas.  Em 2006, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, PUC-GO, criou o curso de Arqueologia, em um momento que outras universidades do país seguiam o mesmo caminho: de acompanhar a relevância que a área alcança com os anos.

A criação do curso em Goiás incentivou a pesquisa arqueológica no estado. O mercado de trabalho para esses profissionais cresceu com o aumento de obras e construções no país, como as realizadas pelo Programa de aceleração do crescimento, PAC, programa do governo federal.

Desde 1986, pela resolução N° 001 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, obras de grande porte, como hidrelétricas e ferrovias, é necessário que, no relatório de impacto ambiental, arqueólogos respondam se há ou não sítios arqueológicos no espaço que se destina à construção.

O coordenador do curso de Arqueologia da PUC-GO, professor Julio Cesar Rubin, diz que essa legislação gera empregos para arqueólogos e contribui para descobertas de sítios arqueológicos. Com tantas obras, se desenvolve a arqueologia de contrato, ou empresarial. Empresas que concorrem em editais para descobrir e escavar sítios, e, participar da equipe interdisciplinar que vai escrever o relatório de impacto ambiental.

A arqueologia de contrato é criticada por pessoas que defendem que ela não faz pesquisa científica, apenas atende uma demanda do mercado, diferente dos trabalhos que surgem dentro da academia. Para Julio, é possível fazer pesquisa científica na arqueologia de contrato, muito boas, aliás. Contudo, ele ressalta que, há bons e maus profissionais nessa área de atuação.

É função do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, vistoriar o trabalho que os arqueólogos realizam, seja na arqueologia de contrato ou dentro de projetos da academia.

O coordenador diz que o IPHAN contratou muitos arqueólogos nos últimos tempos, contudo, é preciso de mais contratações para atender a todas as demandas de vistorias. Julio ainda afirma que “toda prefeitura deviria ter um arqueólogo”, como tem engenheiros e outros profissionais.

 

Para ser arqueólog@

O professor Julio Cesar Rubin defini o mercado de trabalho para a arqueologia como em fase de crescimento, principalmente depois que a atividade arqueológica saiu das academias para o mercado empresarial. Segundo Julio, os profissionais que possuem boa formação não ficam desempregados.

Um bom profissional da Arqueologia dialoga com várias áreas do conhecimento. “Para fazer Arqueologia tem que estar aberto para conhecimentos das Ciências Humanos, Biológicas e Exatas. O curso é teórico e prático num contexto interdisciplinar”, afirma o professor.

Julio é apaixonado pelo trabalho. “Existe muita gente feliz com o que faz, mas ninguém mais feliz do que eu”, diz. Ele é geoarqueólogo. Com graduação em Geologia, a vida tratou de o encaminhar para a prática da Arqueologia. A formação em Geologia deu a Julio a visão de que “um sítio arqueológico não está em um livro, está numa paisagem, que é dinâmica”.

 

Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia

Artigo científico sobre a diversidade arqueológica do Brasil

 

 

Fonte : Facomb

Categorias : Ciência e Tecnologia

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