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UFGInclui: quando o ensino superior pensa a universalização

Seminário discute programa de inclusão social para egressos de alunos de baixa renda

Por Wéber Félix

Em 2009, a Universidade Federal de Goiás (UFG) implementou o primeiro programa de inclusão social para o acesso de alunos de baixa renda aos cursos oferecidos pela instituição. Até então, eram destinados 20% das vagas para alunos egressos de escola pública, negros de escola pública e ainda quilombolas e indígenas.

A partir do ano passado, obedecendo a Lei Nº 12.710, sancionada pelo Congresso Nacional, todas as universidades federais deverão destinar 50% das vagas ofertadas para alunos de escola pública. Desse quantitativo, metade são para estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo per capita e a outra metade para estudantes com renda acima dessa faixa. No entanto cada universidade deve respeitar também a proporção de negros, pardos, indígenas e quilombolas.

Nesse ano, as primeiras turmas que receberam alunos cotistas saem da UFG com seus diplomas. Em se tratando de analisar a evolução do programa nesse período, os coordenadores responsáveis pelo projeto realizaram no segundo semestre de 2013, o Seminário Programa UFGInclui. Durantes três dias, professores, estudantes e servidores técnicos debateram os resultados alcançados e as perspectivas para os próximos anos.

Segundo a presidente do Centro Seleção da UFG, Luciana Freire, as notas obtidas por alunos do sistema de cotas é praticamente o mesmo quando comparado a alunos que concorreram a vagas pelo sistema universal. Ela vê de forma positiva o sistema adotado pela instituição, uma vez que ele permite que mais alunos negros e de escola pública consigam ter acesso ao ensino. A presidente ressalta que “os alunos que possuem nota suficiente para ingressar pelo sistema universal o fazem e liberam a vaga para outro aluno cotista”.

Em relação ao ingresso de estudantes na UFG a pró-reitora de graduação, Sandramara Matias Chaves, é crítica quanto à baixa procura por vagas em dos cursos da uniersidade. A cada ano, cerca de 59 mil alunos concluem o Ensino Médio no estado e apenas 30 mil se inscrevem para o  vestibular. Segundo ela, esse dado é “reflexo do desconhecimento dos estudantes sobre a universidade e também por não acreditarem que consigam lograr uma vaga na UFG”.

Durante o seminário, professores e dirigentes discutiram o desempenho dos alunos nesses quatro anos do Programa UFGInclui. De modo geral, todos os estudantes tiveram notas semelhantes. Já dentro do quadro do programa de cotistas, a escala de notas seguiu a seguinte sequência: alunos de escolas pública, alunos negros de escola pública, quilombolas e indígenas. 

Permanência

Outro fator de avaliação levantado para o desempenho dos alunos é o envolvimento deles em projetos dentro da universidade. Um dado que chamou atenção foi o rendimento alcançado por estudantes do curso de Licenciatura em Educação Física do campus de Catalão.

Segundo a coordenadora do curso, Andreia Cristina Ferreira, as notas obtidas por cotistas negros foram superior a dos alunos que ingressaram pelo sistema universal. Ela ressalta que a participação dos estudantes em projetos de extensão, que são remunerados, contribui para a dedicação ao aprendizado e, consequentemente, para um resultado positivo.

 

Fonte : Fic

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