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O confronto das torcidas

A cada dia, cresce o número de mortos e feridos em confrontos motivados pela rivalidade entre times

Por Caroline Guimarães

‘Briga de torcida acaba em morte’, ‘Torcedor baleado morre após conflito no estádio’, ‘Polícia prende seis torcedores por confusão após jogo’, ‘Briga entre torcidas deixa carros depredados na capital’. Essas e muitas outras manchetes parecidas estão em todos os jornais do país. Muitos têm medo de assistir um jogo no estádio ou frequentar lugares onde se reúnem os integrantes de torcida organizada. A população se pergunta quais as reais motivações para tanta violência.

O presidente da Federação Goiana de Futebol, André Pitta, aponta que esses episódios são lamentáveis, e que todos perdem com os confrontos. “Se os membros das torcidas do estado percebessem a força que tem, se organizariam melhor para buscar patrocinadores”. Ele também afirma que esses confrontos no estádio e fora dele descaracterizam o futebol como esporte.

Para Laleska Lorrayne, que participa do grupo de torcida feminino ‘Tigretes Vilanovenses’, torcer pelo Vila Nova não é um simples passatempo. “Eu tenho o Vila como um amor eterno, que sei que vou carregar no meu peito até o resto dos meus dias. Eu me orgulho em ser vilanovense e vou sempre depositar toda minha fé no meu tigrão”, diz a torcedora.

Apesar da rivalidade, Laleska condena as agressões físicas. “Falar mal do time adversário é normal. Até provocamos o adversário, principalmente o time do Goiás, que é o nosso maior rival. Mas quando se fala em agressão física, não concordo com isso. Posso defender meu time com a voz e o coração, pena que nem todos pensam assim”, afirma Laleska.

Uma ferramenta bastante usada pelos torcedores são as redes sociais, como Facebook e Twitter. Eles têm usado esse canal para protestar, fazer campanhas a favor do time, motivar as pessoas a comparecerem nos jogos e dar opinião sobre contratações e escalação. Apesar de ser um instrumento de integração entre os usuários, muitos utilizam as redes sociais de forma negativa, marcando confrontos e desafiando a polícia, que tem tido dificuldade para controlar a briga generalizada entre os torcedores.

De acordo com o comandante do policiamento de Goiânia tenente-coronel Márcio Queiroz, o twitter e o facebook estão sendo usados por alguns para excitar briga entre torcedores rivais. Para ele a solução é monitorar as redes sociais e pedir à justiça a penalidade adequada com base no Estatuto do Torcedor. Segundo o comandante, a policia do Estado tem se esforçado para impedir esses confrontos.  

Fonte : FIC

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