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Basileu

Cep em Artes Basileu França realiza a Mostra Teatral Desaguar

Em sua 11° edição, as produções são águas do estudo e tem o desafio de se estender ao público

por Yago Rodrigues

O que te causa a arte? O que te provoca em estar arte? O que é arte dramática? O que é teatro? Para cada um, teatro, não apenas como palco, tem diferentes respostas.

“Compreender o sentimento dos personagens e poder se arrepiar com seus medos e aventuras é o que fascina como espectador e é o que eu espero do público enquanto artista.” – para Gabriel. “O teatro me custa tempo, dedicação, estudo, esforço, estresse, dor, acho que o teatro custa minha vida, pois eu dedico uma boa parte dos meus dias para isso.” – para Fabriny. “Quando falo sobre teatro, não sei, é tipo aquilo de elevação do espírito, da alma, é tão doido e maravilhoso. Talvez isso, que o teatro me causa, eu posso passar através da emoção.” – para Hellen.

O Centro Educacional em Artes Basileu França realiza nessa semana a 11° Mostra Teatral Desaguar. Idealizado por Hugo Zorzetti, o Desaguar tem o objetivo escoar os processos educacionais, mostrar o resultado – um espetáculo – de um semestre ou até um ano de estudo.

Para Hellen Lopes, estudante do curso técnico, a vivência durante a apresentação é uma oportunidade de experenciar a pesquisa. Fabriny Paulino, também estudante, comenta que o Desaguar é uma conexão entre teoria e prática que se estende ao público.

Os ingressos para o espetáculo são bastante acessíveis. O valor não reflete, apenas, por ser parte de um projeto educacional. O objetivo popular, quanto acessibilidade financeira, é presente na política do Basileu, que é uma escola pública. “Nossas produções são minuciosas e valorizam detalhes. É cultura com acessibilidade.” – comenta Gabriel Vasconcelos, que estuda no Basileu França.

Além disso, a relação entre os estudantes e o público é algo maior. O momento de teste, como diz Hellen, de mostrar ao público o que criaram é saber se essa pesquisa é, enfim, orgânica e ter uma análise, como continuação do processo.

Por trás da cena

Cristhianne Lopes, coordenadora na área de teatro, comenta que um dos objetivos é a formação de plateia. Além de pais e parentes (dos estudantes), a Mostra procura estender à sociedade goianiense essas produções, pois, são frutos de investimentos públicos.

Os desafios, como comenta a coordenadora, são as questões que se tem por ser uma mostra, um espaço, para resultados educacionais. “Há qualidade estética? Tem valor artístico?” Pois, não são grupos. São estudantes. Questões, essas, que têm sido vencidas. O que não deixa de influenciar na divulgação, que é pouca por parte da grande mídia.

Outra dificuldade é o investimento na própria produção. Muitas vezes, as necessidades são supridas pelos próprios alunos para construir o espetáculo. Dificuldade comum na área teatral para diversos grupos.

Enquanto isso, a euforia pela data de apresentação aumenta. Os últimos acertos estão sendo feitos e a comunidade pode experimentar desse tempo de estudo de tantos estudantes. Dessa arte.

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