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Formação em Artes

Classes mais altas ainda são as que vêm maior importância no estudo profissional das artes

Por Brunno Falcão

O Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França (CEPABF) iniciou as atividades oferecendo cursos de formação inicial e continuada em Artes, nas subáreas de música, artes visuais, teatro e dança em 2002. Em 2008, passou a oferecer, também, o curso de Habilitação Técnica Profissional de Nível Médio em Artes. Mais do que isso, o CEPABF oferece a oportunidade para aqueles que querem ser profissionalmente educados em artes.

Mas esse estudo ainda é, de certa forma, para poucos. De acordo com Sônia Maria de Araújo, diretora do Centro, 80% dos alunos são oriundos de classes mais baixas. Mas o incentivo ao estudo, principalmente por partes dos pais dos alunos, ainda não é bom.

Sobre os pais dessa maioria, a diretora diz que eles “acham que isso não é importante para os filhos; que eles têm é que trabalhar, ganhar dinheiro”. E isso não muda, mesmo que, ainda de acordo com Sônia, com a educação profissional, os alunos já estão saindo do Centro ganhando dinheiro. “Eles estão vivendo da própria arte”, salienta.

Já nas classes mais altas, que compõem cerca de 20% dos estudantes, é diferente: “isso [o estudo de artes], para eles, é importante para o currículo dos filhos”, explica. Por isso o estudo receberia maiores incentivos.

O outro lado da moeda

Carlos Henrique, entretanto, vive uma outra realidade. O garoto, de 14 anos e família humilde, estuda violão no CEPABF e hoje, recebe apoio dos pais. “No começo, meu pai não queria muito, mas eu e minha mãe mostramos que não é ruim”, diz.

Carlos conta, ainda, que teve que provar ao pai, com a ajuda da mãe, que aquilo era o que ele queria, mas só conseguiu com algumas condições. “Para continuar no Basileu, eu tenho que tirar notas boas”, conta.

O jovem músico, que cursa o nono ano do ensino fundamental em uma escola pública de Goiânia, ainda sonha em se tornar profissional, mas isso não o impede de sonhar, também, com a carreira de veterinário. “Minha mãe me diz que quer que eu seja feliz”, diz o garoto. O pai, entretanto, é mais prático: “ele fala que ser feliz é legal, mas que eu preciso ganhar dinheiro”.

Carlos não consegue explicar a importância do estudo das artes, mais especificamente do violão, mas sabe que é importante para a formação das pessoas. O menino faz o que faz porque gosta e porque se sente bem tocando o seu violão, seja para ele mesmo, para os pais ou para os colegas de classe. “Eu gosto de música”, resume.

Fonte : Fic

Categorias : Educação

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