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lie to me

Mais que uma simples mentira

Segundo especialista, o ato de mentir pode passar de uma simples “mentirinha” e se tornar um distúrbio patológico

Por Brunno Falcão

 

O nome dado à condição psiquiátrica ou desequilíbro psicológico em que o individuo possui o comportamento compulsivo de mentir é mitomania ou pseudolalia. Como compulsão, deve-se entender o impulso irresistível de realizar determinado ato. Neste caso, a mentira.

 

Mas todo mundo já contou aquela mentirinha inofensiva, certo? As chamadas mentiras sociais, “aquelas que falam que o cabelo da amiga ficou ótimo mesmo estando horrível”, como explica a  psiquiatra Fátima Vasconcellos, são importantes para a vida em sociedade.

 

Mas mesmo que algumas vezes a mentira social não seja usada para o bem, “não é um problema de saúde psíquica caso não traga danos sérios para outras pessoas”, esclarece a psiquiatra.

 

Fátima destaca que “um mentiroso compulsivo é diferente do mentiroso consciente. O ponto crucial entre um e outro é que o primeiro mente em todas as áreas de sua vida: trabalho, amor, amigos e família. Mente tanto que até acredita em suas mentiras, no mundo paralelo que cria para si”.


Do outro lado, o mentiroso consciente sabe que não está falando a verdade. Mente para ter um benefício específico. Para o mitômano é diferente: a mentira é uma espécie de consolo contra uma realidade negativa ou hostil.

 

 

Tratamento


Existem pessoas que não sabem se relacionar sem mentira. Aprendem este comportamento em algum momento da vida, para se protegerem ou se beneficiarem, e vão repetindo ao longo do caminho. “Vira uma muleta eterna”, complementa a psiquiatra.


É muito difícil este paciente procurar ajuda especializada para tratar este sintoma. Primeiro porque ele não se acha doente e, segundo, porque acha que não faz mal a ninguém. O tratamento só acontece caso a mentira tenha algum impacto muito devastador. Quem sofre mais são as pessoas que convivem com as mentiras.


O mentiroso compulsivo necessita de acompanhamento psiquiátrico para tratar principalmente a depressão e a ansiedade. A psicoterapia vai trabalhar as causas do problema, por exemplo: a auto aceitação, o fortalecimento do self e a autoestima.

Fonte : Fic

Categorias : Comportamento

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