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Quem vai ao museu?

Mesmo promovendo inúmeras atividades, os museus da cidade permanecem esquecidos pelo público

 

Por Cibele Portela

 

A cidade de Goiânia possui um grande número de museus e, consequentemente, acervos dos mais diversos. Mas por que o cidadão não se interessa pela sua própria história? O público dos museus é composto basicamente por visitas dirigidas agendadas previamente por escolas. Dificilmente o goianiense visita espontaneamente uma exposição.

 

Conhecendo alguns dos museus da capital é possível notar a falta de divulgação, tanto da parte organizacional da instituição, quanto da mídia. Não há interesse governamental e pouquíssimo investimento na área. Elza Mota, historiadora e funcionária do Museu de Antropologia da Universidade Federal de Goiás, comenta o baixo número de público. Em média, o museu registra oitenta visitas por mês.

 

Educação

 

O professor historiador e mestre e Museologia Platini Fernandes afirma que “Goiás tem boas instituições e tem um potencial de musealização muito bom, devido às festas e manifestações da cultura popular”. Ele comenta ainda que a razão do desinteresse do público pode ser a falta do hábito da visita. Ao mesmo tempo, a ausência de preparo educacional também contribui para essa realidade. “As escolas possuem uma carga horária extracurricular, mas quando os alunos visitam os museus, torna-se uma espécie de tortura, não há interdisciplinaridade”, ressalta Platini.

 

O Museu de Ornitologia, fundado e administrado pelo húngaro José Hidasi, conta com mais de cento e vinte mil exemplares de animais taxidermizados. A técnica da taxidermia consiste em retirar as vísceras do animal e substituí-la por algum outro material, como palha, por exemplo. Preserva-se ainda o formato da pele, os planos do animal e o seu tamanho. Hidasi comenta que sua maior paixão é ter a oportunidade de perpetuar a existência do animal. “Não posso ver um bicho que quero empalhar para que ele fique para as gerações futuras”, explica.

 

O Centro Culturar Jesco Puttkaner oferece além de exposições, a interação do visitante com as atividades. A instituição possui uma pequena área de simulação de escavaçção, onde o visitante pode se sentir parte da história. O local promove ainda oficinas de pintura rupestre, que segundo a monitora Valkiria Fernandes, são um sucesso entre adultos e crianças.

 

As instituições nasceram, quase sempre, com apoio de universidade ou idealizadas por apaixonados pela área. José Hidasi se define como um completo enamorado pelos animais, mas ressalta a queda do número do público. O Museu de Ornitologia promove uma interação escolar, fornecendo o empréstimo de animais para atividades específicas. Essa e outras alternativas foram criadas com o objetivo de aproximar o visitante e o museu.

Fonte : FIC

Categorias : Cultura

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