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A popularização do comércio eletrônico

Apesar de ainda causar certo estranhamento a alguns, o mercado de compras online cresce a cada ano, movimentando a economia e também a Legislação Brasileira

Por Murillo Soares

Com o crescimento e a popularização da internet, aumentou o número de lojas especializadas em vendas online. Com elas, o internauta pode escolher um produto, pagá-lo e receber tudo em sua casa com apenas alguns cliques. Este novo mercado, segundo dados do site E-Bit, que avalia a satisfação dos consumidores online, deve fechar o ano movimentando aproximadamente R$ 28 bilhões somente no Brasil. Nos Estados Unidos e na China, onde o número de compradores é ainda maior, o número pode ser ainda maior.

Hoje, muitos têm preferência por comprar em lojas virtuais por diversos motivos. A estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG) Camila Teles afirma escolher este processo pela facilidade. “Posso procurar e comprar o que quero estando em casa, no trabalho ou na faculdade”, explica. A também estudante Laysse Sanches ainda cita a variedade de produtos existentes da web.

Elas, que são adeptas de grandes sites como Submarino, Saraiva, Estante Virtual e Netshoes, gostam de comprar livros, roupas e eletrônicos. Como vantagens, Camila cita as diversas promoções, as formas de pagamento, que vão desde cartão de crédito a boleto bancário e depósito em conta, e a questão de poder checar a opinião de outros compradores a respeito do produto. Laysse completa, lembrando que, geralmente, CDs e livros são mais baratos na Internet do que em lojas físicas. Quanto às ela sublinha o frete. “Em alguns casos, a taxa de entrega chega a ser mais cara que o próprio produto”, ressalta.

 

Novos Empresários

Além de novos consumidores, as compras online também levaram ao crescimento de novos empreendedores. Anderson Queiroz há pouco tempo abriu a Fliperama Store, uma loja virtual de roupas e acessórios. “Sempre sonhei com a Fliperama e, por ainda não ter capital para uma loja física, optei por uma online devido ao baixo custo e a facilidade”, diz. Apesar da facilidade em abrir uma empresa, ainda há algumas barreiras para o mercado online e a confiança é uma delas.

“Muitos ainda se questionam se o produto realmente chegará às suas casas e essa tem sido minha maior dificuldade até agora”, explica Anderson. Ele conta que muitos clientes já conversaram muito sobre algumas vendas e, no final, desistem por ainda terem receio de comprar na Internet. “Se compararmos com alguns anos atrás, comprar na web já é comum, mas ainda há quem tenha dúvidas”, ressalta.

 

Legislação

A Legislação Brasileira, até pouco tempo atrás, também influenciava no receio da população em compras online por não ter leis especializadas em compras pela Internet. Desde 2011, no entanto, isso vem mudando, quando o Procon de São Paulo publicou em seu site uma lista que, hoje, totaliza 275 sites de compras que devem ser evitados pelos internautas. Estes acumulavam grande quantidade de reclamações e comentários negativos de usuários.

Em maio deste ano o Decreto 7.962, um conjunto de regras de varejo online, começou a valer, buscando complementar o que já era previsto pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Ele (o Decreto) que se valem de um conjunto de obrigações e punições que regulamentam de forma mais detalhada o CDC”, explica o advogado Sebastião Ferreira de Lima. Ele acredita que, com a atualização da Legislação, os benefícios do consumidor só tendem a aumentar, assim como as dos donos de lojas online, também. “A partir do momento em que as pessoas se sentem mais seguras, elas certamente comprarão bem mais”.

 

Projeção

O E-bit faz previsões de que o comércio eletrônico ainda crescerá mais com o passar dos anos, opinião partilhada também por Anderson. “Antes, comprar pela Internet era absurdo, mas hoje muitas lojas já migraram o online, tanto pela facilidade quanto para se livrar de alguns gastos, como o aluguel de loja física, por exemplo”, diz. Camila, complementando este ponto de vista, prevê que, no futuro provavelmente faremos até compras pelo supermercado online – o que já é realidade em alguns países. “E quem ganha com isso é o consumidor, com cada vez mais opções”, finaliza Laysse. 

Fonte : Fic

Categorias : economia

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