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Os problemas recorrentes no transporte coletivo

Após as recentes lutas por um transporte coletivo melhor, poucas coisas mudaram na estrutura dos ônibus emalgumas regiões de Goiânia

Por Larissa Machado

Junho de 2013 foi marcado por várias manifestações espalhadas pelo Brasil e uma das reivindicações foi por um transporten coletivo de qualidade e com preço justo. O estopim para que as manifestações tivessem início foi o aumento de vinte centavos na tarifa da pasasgem. Há inclusive os que defendem um transporte gratuito.

O que aconteceu é que apesar do preço ter voltado à sua origem, muitas coisas não mudaram. A estrutura dos ônibus, a falta de segurança e os salários em atraso dos motoristas contam muito sobre os problemas que ainda precisam ser resolvidos.

 

Problemas regionais

Dentre as paralisações de motoristas neste ano, uma delas foi motivo de revolta. Os moradores que dependem de ônibus na região noroeste em Goiânia tiveram prejuízo em setembro deste ano. Os motoristas paralisaram sua atividade, alegando que há algum tempo estavam recebendo os salários em atraso e no mês em questão receberam apenas a metade do valor. A paralisação afetou principalmente o Terminal Padre Pelágio, o maior de Goiânia.

Amanda Silva, moradora da região, trabalha no setor Serrinha, em Goiânia, indignou-se com o descaso quanto aos motoristas da região. “Até onde eu sei, os motoristas que atendem à região que eu trabalho não pararam, porque com eles deve estar tudo certo. Por que não dar atenção àquela parcela da população, não atendendo aos direitos dos motoristas que dirigem para lá?”, questiona.

Outros problemas são facilmente percebidos nos ônibus que vão para o Campus Samambaia, que atendem aos estudantes da UFG. “O 174, por exemplo, quando quebra, não tem reposição. O que passa às 7:20, atendendo a maior quantidade de estudantes pela manhã, está com bancos soltos, dorme com as janelas abertas e fica todo molhado quando chove”, protesta o estudante Pedro Henrique.

 

Segurança

Os arrastões em ônuibus e a falta de segurança devido à superlotação também são problemas recorrentes. “A demanda não atende a toda população, às vezes é impossível entrar no ônibus devido à lotação... Não sabia o quanto o transporte coletivo em Goiânia estava deficiente”, comenta a design Ana Oliveira, que precisou usar o transporte coletivo durante vinte dias em virtude do conserto de seu carro.

As alterações na regularidade dos horários também prejudica os trabalhadores que tem rigoroso horário a cumprir no serviço. “Em alguns desses dias, tive que me desculpar com meu chefe pelo atraso”, afirma Ana.

Na falta de transporte coletivo de qualidade e com os incentivos para que se compre um carro, a cidade de Goiânia vai se transformando em uma verdadeira calamidade no quesito trânsito. “Até que o problema seja realmente resolvido na raiz, não se verá soluções efetivas, apenas medidas paliativas”, acredita Pedro Henrique.

 

Fonte : FIC

Categorias : Cidadania

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