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Estágio em jornalismo: muitos sonhos para poucas vagas

Segundo coordenador de estágio em jornalismo da UFG, métodos devem ser adotados para todos os estudantes poderem estagiar.

Por Gabriel Trindade

Nervosismo, mãos aceleradas, muitas expectativas. Os olhos observam os lados e percebem as “caras” conhecidas da TV, os ouvidos percebem as vozes admiradas do rádio, e os nomes gritados na redação revelam as “lendas” do impresso. Esta é a realidade de muitos estagiários em jornalismo, que procuram não apenas o estágio, mas se unirem ao panteão dos jornalistas.

Segundo o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que juntamente com as faculdades regula parte do oferecimento de vagas para estagiários, no ano de 2012 pelo IEL, 185 alunos do Curso de Jornalismo de diversas faculdades estavam em campo de estágio,em Goiânia. Dentre estes estudantes, estavam pessoas em cargos de assessoria de imprensa ou em jornais diários.

Dados do IEL mostram que em Goiânia, a Universidade Federal de Goiás (UFG) estava em terceiro lugar no número de estudantes em estágios em Jornalismo regulados pelo Instituto. A universidade estava atrás da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), com 81 estudantes em primeiro lugar e da Faculdade Araguaia, em segundo, com 50 estudantes. A UFG tinha apenas 26 estudantes em campo de estágio pelo IEL, o que corresponde aproximadamente a 14,05% do total.

Estagiário

Felipe Ferreira de Souza, de 23 anos, é acadêmico de jornalismo na Faculdade Araguaia, e é um destes estudantes, que hoje procuram transformar o estágio em uma futura oportunidade de emprego. Ele fez questão de pontuar que assina como Felipe Coz, nome que escolheu para si, segundo ele, para se diferenciar dos demais profissionais, pois acha seu nome comum.

Coz começou seu estágio no 5º período, porém hoje está no 8º período de jornalismo. Ele explica que hoje, começaria mais tarde porque percebe que a cada período avança um pouco mais e cresce na futura profissão.

Atualmente, ele atua como estagiário em duas empresas: na assessoria de comunicação de um vereador em Aparecida de Goiânia e no Jornal O HOJE de Goiânia, onde escreve no caderno de cultura, sendo este o segundo ano em que faz dois estágios simultaneamente. Além disso, ele vai para a faculdade à noite e sabe muito bem a dificuldade de conciliar o seu tempo. “Eu não penso em dias, mas em semanas, meses. Eu aproveito os poucos espaços de tempo para poder estudar para faculdade, mas eu sei que vai valer a pena no final.”

Coz destacou que no primeiro semestre de 2012 trabalhou na Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) na assessoria de comunicação na parte da manhã, e de tarde já trabalhava no HOJE. “Eu me dedico no caderno de cultura do jornal O HOJE. Futuramente, eu quero me tornar um jornalista que as pessoas associem meu nome a cultura.”

Emprego

O coordenador de Supervisão de Estágio na UFG e coordenador do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), Edson Spenthof, discorda quando a palavra “trabalho” é associada a estágio. Segundo ele, estágio não é trabalho, mas “vivência de trabalho, trata-se de algo acadêmico”.

Quando questionado sobre a ideia de um estudante de jornalismo da UFG perder vagas para estudantes de outras faculdades, sendo que, as outras faculdades permitem seus acadêmicos começarem a estagiar ainda nos semestre iniciais, mas na UFG, o estudante começa apenas no 6º período. Para ele, quem ganha com isso é o próprio estudante da UFG.

“Não há o porquê de estagiar nos primeiros semestres, dado que você ainda não possui aquele conhecimento necessário e aprendido nos outros semestres. Poderia até ser pensado antecipar isto para o 5º semestre, por exemplo, é um debate a ser feito que eu aceito fazer”, acrescenta.

Vagas

O coordenador explica que como as vagas de estágio para jornalismo são poucas, as mesmas deveriam seguir critérios que permitam a distribuição de vagas para todos os alunos porque segundo ele, a demanda é muito maior que a oferta de vagas.

“Na UFG temos a idéia de um ranking. Neste caso, o estudante de jornalismo que saiu, de forma voluntária, de um estágio, deve ceder o lugar para outros que já esperavam uma vaga. Isso deve acontecer porque, senão teremos alguns estudantes monopolizando as mesmas vagas, pulando de estágio em estágio”, emenda o coordenador.

Para Spenthof, a vaga é da faculdade e não do estudante. Isto ocorre, segundo ele, para a defesa do próprio estudante de jornalismo. “Dessa forma, é viável a democratização das poucas vagas ofertadas.”

Fonte : FIC

Categorias : Trabalho

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