Weby shortcut
4884
torcidas organizadas

Brigas nos estádios afastam torcedores dos jogos

Mesmo com proibição de torcidas organizadas a violência continua

Ir ao estádio de futebol, assistir e torcer pelo seu time favorito e voltar para a casa tranquilamente. Essa é a rotina de muitos brasileiros nos fins de semana, especialmente no domingo. Mas ultimamente, ir ao estádio se torna um desafio e voltar para casa tranquilamente acaba sendo um sonho. Isso tudo por conta das constantes brigas envolvendo torcidas organizadas que trazem à violência para dentro do estádio e que assustam todos aqueles que foram apenas pelo entretenimento.

De acordo com a pesquisa feita no fim do mês de agosto de 2013 pela Stochos Sports & Entertainment, empresa especializada em pesquisa de mercado do esporte, 84,5% dos brasileiros acreditam que as torcidas organizadas são as responsáveis por toda a violência nos estádios. Pouco mais de 8% da população acredita que a culpa cabe ao Poder Público e o restante atribui a violência pela falta de educação, pela falta de postura dos dirigentes e ao consumo de drogas ou álcool.

Para o torcedor vilanovense Welson Moura, ir e se divertir no estádio se torna uma tarefa cada vez mais difícil: “Eu gostava de levar minhas filhas pequenas ao estádio para que elas se divertissem e aprendessem a gostar de futebol, mas hoje em dia não posso fazer isso já que não temos o mínimo de segurança dentro e fora do local do jogo”.

 

Proibição

No início do ano, as atividades das torcidas organizadas do estado de Goiás foram suspensas por ordem da Justiça . Na época, o juiz Eduardo Tavares dos Reis, da 14° Vara Cível proibiu por tempo indeterminado os membros das facções de usarem vestimentas relativas às organizadas, instrumentos ou bandeiras que identificasse as torcidas: Força Jovem, Esquadrão Vilanovense e Dragões Atleticanos, que representam respectivamente as equipes do Goiás Esporte Clube, Vila Nova Futebol Clube e Atlético Clube Goianiense.

Mas apesar da determinação da Justiça, as brigas nos estádios não diminuíram. Para o comandante do Batalhão de Eventos da PM, Major Clauber Freitas Andrade, a decisão da justiça prejudicou a ação dentro dos estádios, principalmente na identificação dos baderneiros. “Quando elas (organizadas) eram permitidas, nós podíamos conversar com os dirigentes de cada uma e tenta encontrar os responsáveis pelas brigas.” Segundo Clauber, mesmo com a proibição alguns vândalos ainda vão ao estádio e brigam um com os outros.

Poder Público

Para tentar dar agilidade ao processo contra os torcedores brigões, o Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça e a OAB começaram a formalizar a criação do Juizado dos Torcedores. Com atuação dentro do próprio estádio, os torcedores que são presos, ou apreendidos no caso de adolescentes, são imediatamente levados ao Juizado e lá são julgados com a proposta de ficarem longe dos estádios de futebol por dois anos.

O Juizado do Torcedor começou a funcionar na partida entre Goiás e Flamengo que ocorreu no dia 30 de outubro. Nesse dia foram registradas mais de 50 ocorrências e todos os infratores aceitaram a proposta de transação penal para deixarem de frequentar os estádios até 2015 (como prevê o estatuto do torcedor), tendo que se apresentar a um batalhão policial em todos os jogos do time em que torce.

 

Fonte : Facomb

Categorias : Segurança

Listar Todas Voltar