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Quando surgiu o preservativo de látex

O ser humano necessitava de algo que o protegesse de doenças sexualmente transmissíveis e prevenisse a gravidez, mas até chegarem à camisinha muita coisa foi utilizada

Jéssica Reges

Foi no ano de 1880 que surgiu a camisinha feita de látex. A partir daí, ela foi sendo aprimorada, foram desenvolvidos novos materiais para melhorar o preservativo e garantir a segurança que hoje ele proporciona, mas antes disso muitas outras alternativas foram utilizadas para que a relação sexual fosse segura.

Gengibre, suco de fumo e até mesmo excrementos de crocodilos, que possuem PH alcalino, já foram utilizados para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Os homens utilizavam protetores para o pênis para proteger o órgão genital de picadas de insetos e galhos enquanto eles caçavam.

Criada pelos chineses, a primeira versão da camisinha era um envoltório de papel de seda untado com óleo. Mas foi durante o século XVI que as doenças sexualmente transmissíveis tomaram conta da Europa e, diante do problema, o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou um preservativo que ele descreveu como “bainha de tecido leve, sob medida, para proteção de doenças venéreas”. Era um forro embebido em ervas.

Já no final do século XVI as camisinhas, que não levavam esse nome, já não eram mais embebidas em ervas, e sim em soluções químicas. No século XVII, o doutor inglês Condom, inconformado com o número de filhos ilegítimos de Carlos II da Inglaterra, criou para o rei um protetor feito com tripa de animais.

A palavra preservativo só apareceu em 1780 em anúncios de casas de prostituição em Paris. E só em 1839, Charles Goodyear, descobriu que era possível a borracha ter uma estrutura elástica e resistente. A partir daí foram produzidos preservativos de borracha, mas que eram lavados e reutilizados, até a arrebentar.

A camisinha de látex, produzida hoje, só se tornou popular na década de 30, e foi uma grande descoberta para a humanidade, pois é a única que pode prevenir a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis.

A médica clínica geral, Juliana Matias, explica que apesar das campanhas e da importância do preservativo, ainda é grande o número de pessoas que não usam camisinha. "As principais causas do não uso da camisinha não é falta de informação, mas sim, o fato das pessoas, principalmente casadas, acharem que não há necessidade do uso" declara a médica.

 

 

Saiba mais sobre a eficácia e instruções de uso da camisinha

Fonte : Facomb

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