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Sem qualificação, sobram vagas de emprego em todo o País

Em Goiânia, menos da metade das oportunidades oferecidas tornam-se garantias para a entrada no mercado de trabalho

Marcelo Gouveia

No início do ano, o Governo Federal anunciou a intenção de importar médicos formados de outros países. Os profissionais atuam nas regiões com maior déficit na área no Brasil e não necessitariam da revalidação do diploma. A ação ocasionou diversas discussões sobre a falta de pessoal qualificado nas estruturas atuais de produção.

Este descompasso existente entre a oferta de emprego e a falta de profissionais para exercê-lo é uma realidade em todo o país. Em Goiânia, dados do Site Nacional de Empregos (Sine) indicam que no período de setembro de 2011 a maio de 2013 foram oferecidas 159.521 vagas, mas apenas 28.105 trabalhadores se instalaram no mercado de trabalho definitivamente.

A analista de Recursos Humanos Silvana Nunes divide a mão de obra em duas categorias. A primeira é a operacional, onde as vagas oferecidas são baseadas na área de produção. Segundo ela, neste caso, a situação é mais problemática.

A baixa qualificação profissional, os salários inferiores e o desinteresse dos profissionais são os motivos para a deficiência de pessoal, o que inviabiliza a contratação. Com essas condições, os trabalhadores desta categoria preferem o trabalho em lugares que, apesar de não oferecerem carteira assinada, contam com melhores salários.

Por outro lado, na segunda categoria de mão de obra percebe-se um nível maior de qualificação profissional. Nos níveis técnico e administrativo, o trabalhador sabe o que quer e as oportunidades no mercado de trabalho são muitas, mas prefere esperar um emprego mais adequado às suas necessidades, isto é, principalmente financeiras.

Esta é uma questão educacional. Quanto menor a educação da pessoa menor o poder dela de discutir com o empregador melhores condições de trabalho”, explica a analista.

O consultor econômico Gilmar Teixeira Santana afirma que a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada para as vagas excedentes no mercado de trabalho faz com que as empresas goianienses contratem funcionários de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Com isso, o desemprego persiste e as vagas para pessoal qualificado também continuam em aberto”, destaca Teixeira.

Nova geração

A analista de recursos humanos chama a atenção para uma nova realidade no mercado de trabalho. De acordo com ela, a geração atual é marcada pela ociosidade e por situações emergenciais. Os trabalhadores necessitam “mostrar serviço”, só que nem sempre isso é possível. Silvana Nunes explica que a falta de conhecimento dos empregados da mão de obra operacionalimpossibilita um retorno desta emergencialidade dentro do ambiente de trabalho.

Silvana Nunes atenta que a única solução para a problemática é uma medida a longo prazo no setor educacional. Ela explica ainda que a luta por uma causa determinada somente é possível quando existe a presença do conhecimento técnico e científico. Segundo ela, esse incentivo já deveria ter sido proporcionado pelas autoridades brasileiras há, no mínimo, 50 anos.

Fonte : Fic

Categorias : economia

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