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Para além da sensualidade

A dança do ventre como forma de promover o encontro da mulher com o seu corpo

 

Por Grace Shelem

                           andressa

                                                 Foto:acervo pessoal de Andressa Ricco

 

A dança do ventre pode ser mais do que uma arte envolvente e sensual. Aliás, o foco na sensualidade não é bem visto por quem pratica a dança. A bailarina Andressa Ricco ressalta que a dança vai além da exposição do corpo: “É uma arte milenar que exige técnica, dedicação e conhecimento. Mas ainda existem os que a relacionam apenas com o lado sexual”. Já a bailarina Lohany Arnos acrescenta: “Descobri que não é só uma dança erotizada, como os ocidentais veem.É o encontro da mulher com o seu corpo”.

Um estudo feito em 2010, pela então acadêmica de Educação Física Natalia Datrino, da Universidade Mackenzie, verificou a eficácia da dança do ventre na diminuição de dores na dismenorreia primária (desregulação hormonal que provoca uma menstruação dificultada e causa cólicas, vômitos, dores nas costas, diarreia e fadiga). A conclusão veio a partir da aplicação de um questionário antes e depois de três meses de aulas, para mulheres de 18 a 45 anos, com características sintomáticas da dismenorreia primária. O resultado foi positivo. Os sintomas diminuíram devido aos movimentos da dança, que acabam massageando e trabalhando a região pélvica.

Além da atividade física, existem ainda os benefícios psicológicos. Feminilidade e autoestima fazem parte da lista. A atriz, professora e bailarina de dança do ventre, Carol Malaguth, afirma que essa arte proporciona uma maior aceitação das variações que o corpo feminino sofre durante a vida: “Procuramos levantar a autoestima sem criar outro corpo, mas aceitando o corpo que tem com uma expressão de graciosidade, beleza e feminilidade.”

Com relação ao perfil ideal para esse tipo de dança, a professora Carol Malaguth afirma não existir: “Existem bailarinas de 1,50m de altura e também de 1,80m. Meninas de 15 anos e de 60 anos”. A aluna Andressa Ricco acrescenta que a dança é para toda mulher que queira descobrir sua feminilidade: “Não tem essa história de ser gorda ou magra. O importante é a dedicação o quanto se quer dançar e se deixar apaixonar por essa arte. Existem diversas bailarinas com diversos perfis que dançam maravilhosamente bem!”.

Fonte : Fic

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