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Estudo compara o que mudou no comportamento dos jovens brasileiros

O projeto “Este Jovem Brasileiro” é desenvolvido pelo Portal Educacional em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer

Por Marcelo Gouveia

 

Oito anos após sua primeira edição, o projeto "Este Jovem Brasileiro", repetiu os temas e metodologia da pesquisa realizada em 2006, e agora compara e revela o que mudou no comportamento dos jovens. O estudo foi desenvolvido pelo Portal Educacional.

O  projeto tem como objetivo conhecer o comportamento dos jovens e refletir, junto com eles, com a comunidade escolar e com os pais, sobre assuntos cruciais para a vida deles. Este ano, quase 6 mil estudantes de 12 a 17 anos, do 8º ano ao ensino médio, de 64 escolas particular e sem diversas partes do país participaram da pesquisa.

Os estudantes responderam anonimamente a um questionário online com questões de múltipla escolha, e os resultados foram avaliados por Jairo Bouer e por Patricia Sprada, coordenadora dos projetos colaborativos da Divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática.

 

Parceria

O estudo “Este Jovem Brasileiro” tem como parceiro o psiquiatra Jairo Bouer, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP..

De acordo com o profissional, a pesquisa evidencia um adolescente mais cobrado, estimulado e competitivo.

“A exposição nas redes sociais também pode causar sintomas de ansiedade e insegurança, interferindo na autoestima. Está em jogo ali uma aprovação constante, essa questão do 'eu tenho que ser curtido'. Parece que está numa avaliação permanente”, analisa o psiquiatra.

 

Resultados

As diferenças mais notáveis entre as duas edições estão nos campos da sexualidade e da violência. No primeiro, aumentou o número de jovens que não usam preservativo durante as relações sexuais – em 2006, 78% tinham usado camisinha na primeira vez e 61% diziam usá-la sempre, enquanto neste ano essas proporções caíram para 71% e 54%, respectivamente.

 “Parece que menos gente está se protegendo e usando camisinha desde o início da vida sexual e, com regularidade, o que pode refletir em maior exposição a risco de DSTs e de gravidez indesejada”, alerta Jairo Bouer.

Os dados referentes à violência mostraram uma pequena melhora em relação a 2006, com menos jovens que já se sentiram ameaçados ou foram insultados no ano anterior à pesquisa (19%, contra mais de 25% há 8 anos) ou se envolveram em brigas (17% contra 21%) em 2012.

Um terceiro ponto que merece atenção é quanto ao consumo de maconha. Embora a proporção de jovens que já a experimentaram tenha se mantido em 10%, houve aumento na faixa dos que provaram a droga entre os 12 e 13 anos (22% em 2013, contra 18% em 2006), e entre os que a fumam todos os dias (18%, contra 14% há oito anos).

 

Confira outras comparações que o estudo apontou:

2013 // 2006

54% disseram sempre usar camisinha; 14% nunca usam.
61% diziam sempre usar camisinha; 11% nunca usavam.

19% já se sentiram ameaçados ou foram insultados, 17% se envolveram em brigas.
Mais de 25% já tinham se sentido ameaçados, 21% se envolveram em brigas.

67% já conheceram alguém pela Internet e 29% já “ficaram” com alguém conhecido na rede.
71% já tinham conhecido alguém pela Internet e 32% já “ficaram” com alguém conhecido na rede.

49% têm dificuldade para se concentrar nas aulas ou em outras tarefas.
46% tinham dificuldade de concentração.

35% dizem ter dificuldade para entender a aula e 13% já foram reprovados.
31% diziam ter dificuldade para entender a aula e 11% já haviam sido reprovados.

63% dos homens e 40% das mulheres se disseram satisfeitos com seu corpo.
62% dos homens e 44% das mulheres se disseram satisfeitos com seu corpo.

Fonte : Fic

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