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Centro do Esporte: uma década abandanonado

Governo precisou de tempo para anunciar o término do maior complexo esportivo da região

 Por Giuliane Nascimento

Foram necessários 10 anos para que o governador Marconi Perillo desse continuidade aos trabalhos que estavam parados no Centro de Excelência do Esporte na Capital. O local, iniciado em parceria com o Ministério do Esporte, estava abandonado em virtude de problemas na licitação. Na época, a solução encontrada foi paralisar as obras no complexo.

Em meio ao processo judicial que paralisou as obras, o que havia, até então, era apenas um vazio. O que era para ser um espaço esportivo foi, durante todo esse tempo, uma das principais reclamações de moradores do Setor Central, onde o complexo está situado. Em 2011, o lugar acumulou tanta água que se transformou em criadouro para o mosquito da dengue.

Para Agna Mendanha, moradora da região, o governo demorou para intervir e modificar o cenário. “Se trata de um centro esportivo, traz inúmeros benefícios. Podemos formar e capacitar atletas aqui dentro. Uma estrutura dessas deve servir ao povo, e não aos mosquitos”, conta a advogada que, inclusive, já teve a doença. O mato alto também era motivo de preocupação.

Agora operários voltaram a trabalhar no antigo Centro. A missão é transformar a área em um local para atender atletas de diversas modalidades esportivas. De acordo com o projeto, o complexo terá quatro pavimentos onde serão abrigadas salas comerciais e de aula, vestiários, academias, auditório, restaurantes e quadras poliesportivas. Contudo, a ideia já havia sido pensada antes. “Quando mudei, já havia promessa de entrega do Centro. Estou a ponto de me mudar e ainda não fui contemplada com isso” afirma Agna.

Atraso

E de fato os benefícios já deviam ter chegado. Em 2000, quando a obra começou a ser construída, o projeto incluía um estádio, parque aquático e um centro de pesquisa em medicina esportiva. Ao todo, de todo o complexo, apenas a reforma do Ginásio Rio Vermelho foi concluída, em 2002. O governo precisou de 10 anos para anunciar o possível término daquele que seria o maior centro de esportes da região.

Segundo a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), estima-se um investimento de R$ 8 milhões para a reforma do local. De acordo com a entidade, o que motivou a paralisação da obra foi a quebra de contrato entre o governo e a Caixa Econômica Federal, que financiava a construção do complexo. Ainda segundo a Agetop, houve tentativas de acordo junto ao Ministério Público Federal durante esse tempo. Porém, nada foi resolvido.

Agora, com as obras finalmente retomadas, a expectativa é de que a entrega do local seja efetivada até o próximo ano. Em entrevista coletiva durante a retomada das mesmas, o governador Marconi Perillo afirmou que o Centro de Excelência permitirá ao Estado participar de qualquer competição olímpica. “Poderemos atuar ou colaborar, por exemplo, para que os atletas treinem aqui. Esse complexo será, certamente, um dos maiores centros de apoio à preparação de esportistas para as Olimpíadas de 2016”.

Previsão

Enquanto a conclusão não se efetiva, a falta de estrutura esportiva na região prejudica os atletas locais. O goiano Leonardo Gomes dos Santos, bicampeão pan-americano de Taekwondo, por exemplo, precisa ir ao Rio de Janeiro para conseguir treinar. O esportista considera necessário a finalização das obras do complexo. “Eu penso em fazer parte como atleta, desfrutar disso aqui para falar depois que eu participei do começo e trouxe uma medalha olímpica com essa ajuda”, sonha.

Dentro dessa visão, caso seja de fato concluído, o Centro de Excelência do Esporte atuará como um poderoso instrumento de inclusão social, incentivando e valorizando a formação de profissionais, além de promover o desenvolvimento de novos talentos e a formação de uma geração olímpica. Segundo a Agetop, a previsão é de que o projeto seja finalizado até junho do ano que vem e finalmente entregue à comunidade goianiense.

Fonte : FIC

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