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Livros digitais

Livros digitais na educação

Novas tecnologias podem contribuir para o ensino no Brasil, mas ainda existem barreiras para seu acesso

Por Águita Araújo 

A implantação de grandes lojas on-line para a venda de livros eletrônicos no Brasil, traz uma nova perspectiva da relação entre esses livros e a educação. Alguns professores afirmam que políticas públicas são necessárias para que essas tecnologias alcancem a população Brasileira.

Algumas plataformas de Ensino à Distância (EaD) , como o Moodle, já fazem dos recursos digitais sua principais ferramentas pedagógicas. Essas plataformas vêm sendo disseminadas principalmente nas universidades brasileiras. O que possibilitou um aumento de produção de e-books e conteúdos digitais no país.

 

Acesso

Essa nova abordagem dos conteúdos de leitura ainda possui grandes barreiras no que diz respeito ao acesso da população. Muitos acabam recorrendo à pirataria de e-books na internet.

De acordo com o professor e tutor do Curso de Formação em Propriedade Intelectual, na plataforma do EaD, Getúlio Antero, a quebra dos direitos autorais se torna mais fácil com digitalização dos livros.“ Se não trabalharmos a consciência das pessoas de que se deve pagar pelas obras, esse problema não irá se resolver”, ressalta.

A Professora do curso de Biblioteconomia UFG, Andréia Pereira afirma que políticas públicas do Governo são necessárias para que o consumo do livro digital se torne uma realidade para os brasileiros. “Eles podem ter dificuldade de comprar um livro eletrônico, por conta da barreira ao acesso tecnológico, de se saber manipular aquela tecnologia e o custo dessa tecnologia”, explica a professora.

 

Novas interações

A relação entre leitor e autor ganha novas possibilidades de interação com essas ferramentas tecnológicas. Alguns aparelho leitores, como o Kindlle, permite que o leitor tire dúvidas com próprio autor através de mensagens via Twitter. Essa “é a ideia é que o livro não morre na estante. Ele é reconstruído”, afirma o professor Getúlio Antero.

Ele acrescenta que essa abordagem é muito importante para o EaD, uma vez que a dinamicidade dos recursos são essenciais para esse tipo de ensino.

Porém ainda existe resistência por parte de algumas editoras em apostar nessas inovações, principalmente na área de pesquisa. Algumas revistas já migraram para o formato digital, mas não houve grande mudança. “Já alguns livros acadêmicos mudaram realmente, com uma linguagem própria diferenciada pra os aparelhos leitores”, relata o professor Getúlio Antero.



Fonte : Fic

Categorias : Ciência e Tecnologia

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