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Feiras livres sustenta o turismo

Conhecida com a capital do do comércio, Goiânia tem se destacado pela variedades de confecções de roupas

 

 

 

 

Por Lohany Arnos

Historicamente, as feiras surgiram a partir do século500 a.C., no Médio Oriente, e estavam ligada a festividade religiosa, exposição e comercio de mercadoria. Goiânia é conhecida como a capital da roupa, devido a sua tradição de feiras livres e por ser um pólo industrial de confecções. Desde 1986 este setor vem se tornando cada vez mais significativo a economia do município.

Atualmente a cidade conta com quase 4.800 indústrias registradas e mais de dez mil informais, que gera aproximadamente 200 mil empregos. Cleidionice Xavier empresaria autônoma, deixou há dez anos um emprego fixo, para se torna permissionária no terminal Padre Pelágio, hoje é dona de três bancas de modinha infantil.

Dessa forma, a área de confecção é considerada uma das maiores empregadoras da capital. Muitos comerciantes de outras regiões do país vêm a capital atraído pelo comércio de roupas, tanto para venda quanto para compra de mercadorias.  Cleidionice Xavier comenta que o mercado da moda é grande e tem espaço para todos. Frequentadora assídua da feira hippie, Todos os domingos ela está na feira comprando mercadorias para revender no terminal Padre Pelágio.

Segundo Evaldo de Paula Barbosa, que veio do Pará por Falta de perspectivas de trabalho na sua cidade natal. Para ele, as feiras livres são de suma importância, pois reforçam a característica de “Goiânia cidade da moda" além de oferecer oportunidade de trabalho para os envolvidos nessas atividades tais como; modelistas, estilistas, costureiras, cortadores, montadores de barracas e uma infinidade de atividades direta ou indiretamente relacionadas às feiras livres.

As feiras livres sustem a maioria das pessoas na informalidade, hoje existem mais de 10.000 empresas clandestinas em todas as feiras livres de Goiânia, que sustenta varias famílias. O governo Federal através do SEBRAE criou empreendedor individual para que todos tivessem acesso ao CNPJ, mas nossa cultura ainda esta longe de atingir as pessoas que estão na clandestinidade, ressalta Edílson Borges de Sousa, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em geral de Goiânia (Sinroupas). 

Cerca de 90% das vendas são direcionadas para fora do estado. Imigrantes de outro estado, de cidades vizinhas sempre estão comprando, nas feiras da capital Principalmente no inicio do mês. Pessoas vêm de todos os cantos do estado para buscar uma oportunidade seja ela como feirante ou produtor de moda. Para Jairo Favacho, que veio do Pará. O que o motivou sair da sua terra foi, questões pessoais, sem, contudo ter em vista qualquer trabalho ou promessa de desenvolvimento econômico para ele e sua família.

 Segundo Edílson Borges de Sousa, o setor de confecções é um rolo compressor, ele fala, que ele movimenta uma cadeia produtiva muito grande, começando pelo atacado de tecidos, aviamentos, acessórios, lavanderias, hotéis, shopping, restaurantes, ou seja, tudo em Goiânia gira em torno da confecção. Cada ano, mais empresas se estabelecem em Goiânia somente para servir as indústrias de confecções, seja como dono ou empregado ressalta.

 

 

Fonte : facomb

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