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Foto Reprodução

Manhê, compra um livro para mim?

A literatura infanto-juvenil é uma das grandes responsáveis pelos novos best-sellers e confirma que crianças e adolescentes leem sim

 

 

Natania Carvalho

 

Era uma vez histórias que começavam com era uma vez. O novo público leitor, a geração Z, quer saber mesmo é de zumbis, deuses gregos, dragões, princesas que fazem fofoca e claro aquele que não se deve nomear: Voldemort.

As prateleiras da seção infanto-juvenil estão quase sempre abarrotadas de novidades. Livros são lançados para esta faixa etária, geralmente crianças de 8 até adolescentes de 15 anos, mensalmente. Você ainda acha que crianças que não leem? Basta ir a uma livraria no sábado pela tarde. Os corredores estão cheios delas cutucando os pais com no mínimo dois exemplares na mão.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, é durante a infância e a adolescência que os brasileiros estão mais dispostos a ler. Até os 10 anos calcula-se que as crianças leiam cerca de sete livros por ano batendo, por tanto, a média nacional que é de cinco volumes.

Dentro dos livros têm...

Muito tem sido especulado sobre o que essa meninada gosta de ler. Gustavo Falcão, 14, diz que em um bom livro não pode faltar ação, suspense, mitologia e personagens da sua idade.

Marta do Nascimento, professora de português e de literatura do ensino particular, diz que a literatura infanto-juvenil tem sofrido uma mudança notável, isto por que a infância e a adolescência mudaram. “As crianças estão sendo mais expostas em suas leituras, a dualidade agora é aceita em vez de uma moral rígida.”

Para a professora, esta mudança está muito mais no jeito de se contar as histórias do que na temática, “Edith Nesbit já contava histórias fantásticas no século XIX para crianças, hoje J.K. Rolling faz isso com maestria. Temáticas muito parecidas, envolvendo mundos mágicos, amuletos e segredos, mas formas de escritas muito diferentes”.

A revolução na literatura infantil e juvenil passa invariavelmente pela posição tomada pelo escritor, os livros antigos diziam à criança como elas deviam ser. Hoje, os exemplares contam histórias que se aproximam das crianças, causando o que alguns pedagogos chamam de identificação na leitura.

O que os autores também descobriram é que como no mundo dos adultos, a faixa etária infanto-juvenil é extremamente dividida. Isso transformou o mercado em sub-mercados, de um lado temos as crianças que apreciam a poesia de Ana Levada da Breca; de outro, crianças que vibram com a mitologia egípcia, grega e romana de Rick Riordan.

Fonte : FIC

Categorias : Comportamento

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