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Implementação de Coleta Seletiva é fundamental para um novo conceito de resíduos sólidos

Nem tudo que vai para a lixeira é lixo

A Política Nacional de Resíduos Sólidos propõe uma mudança de comportamento e hábitos para os brasileiros em ações que envolvem governo, população e empresas.

   Sara Luiza     

Coleta Seletiva, lixo úmido, lixo seco, central de triagem... Aos poucos essas palavras vão fazendo parte do vocabulário dos brasileiros. E todos esses termos são utilizados para tratar de um problema ainda persistente mais que pode virar uma solução: o descarte do lixo. Há algum tempo era comum ouvir falar apenas da reciclagem e mesmo assim muito pouco. Mas com implementação da Lei 12305/2010 que trata sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a realidade do que é descartado pelo povo brasileiro pode começar a mudar.

Segundo o site da campanha Separe o Lixo e Acerte na lata, é considerado Resíduo Sólido algo que é resultante das atividades do meio urbano, industrial, rural, de serviços da saúde, especial ou diferenciada. Seria o que conhecemos por lixo, mas que pode virar matéria-prima para produção de novos produtos e também podem servir como fonte de energia.

No dia 2 de agosto de 2010 foi sancionada e regulamentada, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos por meio da Lei 12305/2010. Ela prevê que em quatro anos (contados a partir do dia da sanção) todos os municípios brasileiros devem criar leis para a gestão de resíduos sólidos, que nenhum lixo poderá ser despejado ao seu aberto, e que apenas o chamado rejeito, aquela produção que tenha esgotado todas as possibilidades de reciclagem e reutilização, seja despejado em local adequado.

Segundo dados da última pesquisa realizada pelo Compromisso Empresarial Para Reciclagem (Cempre), em 2010, apenas 443 dos municípios brasileiros contavam com a coleta seletiva, o que seria 8% do total. E de acordo com relatório encomendado do Ministério do Meio Ambiente ao Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), o Brasil perde por ano cerca de 8 milhões de reais ao deixar de reciclar os resíduos que são despejados em aterros sanitários e lixões.

Campanha

Para conscientizar a população de maneira rápida e eficiente sobre a nova Política de Nacional dos Resíduos Sólidos, foi criada a campanha Separe o Lixo e Acerte na Lata por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social de Combate à Fome. O objetivo da campanha é fazer um trabalho de conscientização e educação com os brasileiros para que aconteça uma mudança de hábito que possa mudar a realidade do lixo no Brasil.

Um ponto forte da campanha e também da Política dos Resíduos Sólidos, trata da Coleta Seletiva, que é um ponto-chave para se colocar em prática o Projeto de Lei. O processo começa dentro de casa na hora de separar o que pode ser reciclado (lixo seco) e o que não tem mais condições de tirar aproveito (lixo úmido). Com a utilização de uma coleta de lixo seletiva, o município tem a possibilidade de não levar tudo para o aterro sanitário e assim criar mais empregos nas cooperativas que vão separar e preparar os resíduos para o reaproveitamento.

Mas além de explicar a importância de uma Coleta Seletiva, a campanha também pretende mobilizar a população para pensar e repensar os seguintes pontos: a riqueza social e ambiental do lixo, demonstrar a correta separação do lixo úmido e seco, informar sobre o valor ambiental e social do lixo, estimular a prática do consumo consciente e a redução do volume de lixo e por fim, divulgar as soluções propostas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Fonte : Facomb

Categorias : meio ambiente

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