Weby shortcut
4884
divulgação Coastal Transfer and Storage - Moving With Pets

PETs movimentam mercado goianiense

pessoas gastam cada vez mais dinheiro com seus animais na capital

por Lucas Fenrir

 

O Brasil é hoje o segundo maior mercado de animais de estimação do mundo. No ano passado, o setor faturou mais de R$ 14 bilhões.

Roupas, brinquedos, itens de higiene, tudo para animais de estimação. Há até farmácias que não deixam a desejar para uma de humanos. Exagero ou não, o setor só fez crescer recentemente.

Em 2012, o faturamento do mercado pet representou um aumento de 16% em relação a 2011, e coloca o Brasil como o segundo maior mercado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) estima que o Brasil fature este ano R$ 15,4 bilhões, um aumento de 8,3% em relação ao ano passado, e permaneça em segundo lugar. Globalmente, o setor deverá chegar à marca de U$ 102 bilhões.

Até alguns mercados tradicionais já apostam na rentabilidade proporcionada por esse “público”, a ponto de oferecerem comida congelada para os animais de estimação. Não é à toa. A maior parte da receita desse segmento, quase 70%, vem justamente da comida para os bichinhos.

Local

Em Goiânia, o mercado vem acompanhando o crescimento nacional. Os gastos não extrapolam os padrões normais, mas as aquisições têm registrado um aumento significativo.

A preferência por cachorros é majoritária, como no caso de Murilo Nascente, estudante de Jornalismo do quinto período. Ele adquiriu um cão da raça shih-tzu no ano passado, e não tem medo de gastar com o que for preciso para satisfazer as necessidades.

Eu compro ração já para vários meses, fazendo uma média dá uns R$ 20,00 por mês, ai tem algumas outras coisas, como brinquedinhos, que ele sempre necessita, veterinário, porque ele às vezes fica doente, e banho e tosa, então o gasto mensal já sobe para R$ 100,00”, relata Murilo.

Ele também afirma que os gastos “excessivos” com o animal visam puramente o bem estar. “shih tzu é uma raça que precisa de muita atenção e companhia, então como a gente não pode dar isso sempre para ele, a gente compra os brinquedos e petiscos para que ele possa se distrair quando ele está só. Ele é considerado parte da família. Lá em casa, quando alguma coisa acontece com ele, a gente fica chateado ou preocupado como se fosse alguma pessoa da família”, afirma.

Mas não só de cachorros vive esse mercado. Alguns animais considerados exóticos também geram gastos e responsabilidades. Roedores, aves, répiteis, anfíbios e até aracnídeos fazem essa economia girar.

Animais de grande porte também entram nessa contagem. Gabriela Moura, estudante do terceiro período de Direito, tem um cavalo como animal de estimação. Nesse caso, os gastos, é claro, sobem muito, mas não a impedem de manter o eqüino como pet.

Comprei ele ano passado. Sempre amei cavalos. Os gastos com ele são altos, mas compensam. Compro ração, uns 40 kilos por semana, vermífigo a cada 15 dias. Só ai já foram uns 200 reais, no mês. Mas tem também aluguel de pasto, tratamento, shampoo especial, condicionador, exames, casqueamento, no geral acabo gastando uns 400 reais todo mês. Mas é a faixa média que se gasta mesmo...”, ela afirma.

Gabriela também conta que, recentemente, o animal contraiu uma doença e teve que passar por exames e tratamentos. No total, quase R$ 2000 foram gastos no processo. Ela diz que, apesar do valor excessivo, foi melhor ter garantido a saúde do animal. “Mesmo que eu fique devendo, foi melhor ter ele saudável comigo. Ele é parte da família”, comenta.

Há também quem não tem ou não gosta de animais de estimação, mas a maioria dessas pessoas é impedida de ter por uma força maior, seja alergia, falta de espaço, renda baixa, etc. A estudante de Jornalismo do terceiro período Mariana Faria é um exemplo disso. “Eu não tinha cachorro nem gato porque lá no meu prédio não é permitido. Minha mãe não comprou e nem deixava eu ganhar, porque lá não podia ficar”, justifica.

Mesmo assim, ela optou por ter um animal de menor porte. Ela adquiriu um hamster há pouco tempo, e os gastos são poucos, apenas com alimentação e a serragem, material que esse tipo de animal necessita para realizar higiene. “Mesmo sem poder ter algum bicho maior, eu quis um menorzinho mesmo, porque todo mundo precisa de um bichinho de estimação. Faz bem pra gente...”, afirma.

Cuidados

É importante pensar muito sobre as responsabilidades antes de adquirir um animal de estimação, lembrando que um cachorro vive em média 10 anos, e um gato até 15 anos.

Como qualquer ser vivo, um animal tem direitos e exige gastos com alimentação e saúde (medicamentos, castração, vacinas anuais e consultas veterinárias). Além disso, os animais precisam de um espaço limpo e que abrigue contra sol e chuva. Os passeios são muito importantes para o bem estar de um bicho de estimação, além do afeto e da compreensão de seu dono.

Fonte : FIC

Categorias : economia

Listar Todas Voltar