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Estudantes levam vida itinerante

Alunos que moram no interior do estado superam distância para conciliar os estudos  

 

Por Cibele Portela

Uma das grandes dificuldades de quem ingressa na faculdade é o deslocamento até o campus. Em várias universidades é fácil encontrar os transportes escolares que abastecem boa parte das regiões da Capital. Na Universidade Federal de Goiás isso não é diferente. Alunos de todas as cidades do estado e também de todo o país se reúnem diariamente no ambiente acadêmico.

Há aqueles que deixam a casa dos pais e se mudam para Goiânia a fim de facilitar a locomoção. Outros, que moram nos arredores da capital, preferem manter a vida antiga e realizar o trajeto de ida e volta todos os dias. Àqueles que optam pelos ônibus ou vans estão preocupados com o comodismo da viagem, uma vez que estes meios de transporte os buscam e os deixam na porta de suas casas. Outro fator importante na hora da decisão é o alto custo de se morar fora de casa.

Rotina

Gabriel Abraão é estudante de Direito da UFG e reside em Anápolis, ele escolheu se deslocar à faculdade de van. Para ele, a viagem é desgastante, pois além do trajeto Anápolis a Goiânia, o transporte ainda passa por outras casas recolhendo mais alunos. “A desvantagem é que você acaba passeando pela cidade, até que se sai da cidade é muito demorado”, comenta o estudante.

Na hora de escolher o meio de transporte para as viagens diárias o que pesa mais para o aluno é o fator financeiro. O graduando declara que havia três opções de transporte: carro, van ou até mesmo mudar-se para Goiânia. Como ele trabalha em Anápolis a mudança foi inviável, e analisando os custos, a van se destacou como a mais econômica.

Arthur Freitas, que cursa Agronomia na UFG, vê o ônibus como uma alternativa satisfatória para suas necessidades. Ele, que também mora em Anápolis, não considera a distância entre as cidades muito grande e afirma que às vezes morar em Goiânia torna o percurso tão longo quanto o que ele realiza.

Dificuldades

Mesmo morando na mesma cidade e realizando o mesmo trajeto diariamente, Arthur e Gabriel discordam quanto ao impacto desta rotina em seus estudos. Arthur Freitas diz que o tempo de viagem não interfere na sua rotina. Já o estudante de Direito Gabriel Abraão assegura que a vida em trânsito interfere muito, já que ele passa a maior parte do seu tempo na estrada. “Se eu pudesse escolher, eu não optaria, porque é muito cansativo. Se eu economizasse tempo, eu teria mais horas pra estudar”, declara Gabriel.

A graduanda em Jornalismo Giuliane Alves resolveu se mudar para a Capital. “Apesar da distância ser pequena, o melhor foi ter me mudado mesmo, pois o trajeto todos os dias é muito desgastante, a gente perde muito tempo”, declara a estudante. Entretanto, recentemente Giuliane conseguiu um estágio em Anápolis, sua cidade natal, o que a obrigou a retornar a rotina de antes.

Quem vive entre uma cidade e outra reconhece as dificuldades e o desgaste que o trânsito provoca. A rotina dos estudantes quase sempre é prejudicada pela distância. São horas e horas dentro de ônibus, vans e até carros próprios, tudo para chegar ao destino de suas faculdades. Apesar das dificuldades o que prevalece é o objetivo de uma graduação e um futuro promissor.  

Fonte : FIC

Categorias : Educação

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