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União Europeia

Europa depois da crise

Bloco começa a se recuperar, mas países como Itália e Espanha permanecem em recessão

 

Por Lorraine Carla

Este ano a Crise Mundial que estourou em 2008 e atingiu várias nações do mundo completou cinco anos. A Europa foi o continente mais prejudicado por ela, dentre as consequências mais perceptíveis estão a queda do PIB de vários países do bloco, endividamento e altas taxas de desemprego. Essa grande crise acabou por ocasionar uma crise interna no continente que ficou conhecida como Crise da União Europeia.

Segundo a Agencia Europeia de Estatísticas -  Eurostat este ano o bloco saiu oficialmente da recessão por causa do aumento de 0,3% do PIB do continente. Isso ocorreu principalmente devido ao crescimento da Alemanha e da França. A Alemanha registrou crescimento de 0,7% e a França de 0,5%.

Outro país que foi bastante prejudicado com a crise foi Portugal, mas este ano o país também saiu da recessão registrando crescimento de 1,1%, o primeiro resultado positivo depois de dois anos. Apesar disso, países como Espanha e Itália apresentaram baixas e continuam em recessão, respectivamente apresentaram queda de 0,2% e 0,1%. Outro país bastante prejudicado pela crise foi a Grécia, mas não há novos dados sobre a situação do país.

Apesar da saída do bloco da recessão ainda é cedo para afirmar que a Europa está livre da crise. Segundo o professor de Relações Internacionais da PUC Goiás, Luciano Nunes países como Portugal e Grécia possuem muitas dívidas, além do alto índice de desemprego. “Analistas internacionais dizem que pode demorar ainda 10 anos para a Europa se recuperar e voltar a ser o que era”, afirma Nunes.

Origem

A Crise Mundial teve início com o colapso da bolha especulativa no mercado imobiliário norte americano em 2007, mas o evento que de fato desencadeou a crise foi a falência do banco Lehman Brothers em 2008. A Federal Reserve (banco central americano) se recusou a dar apoio financeiro a instituição. Por consequência desses dois episódios logo a crise chegou a outros países do globo.

Luciano Nunes explica que a crise na Europa ocorreu devido ao orçamento público elevado dos países do bloco. “Nações como Portugal, Grécia, Itália e Irlanda no ápice da crise não estavam conseguindo arcar com seus gastos”, afirma Nunes.

Esse países gastaram mais dinheiro do que conseguiram arrecadar por meio de impostos e para conseguir se financiar acumularam dívidas. Com as dívidas o PIB de alguns países do continente europeu ultrapassou o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht em 1992 que criou a Zona do Euro.

A partir disso, medidas emergenciais foram tomadas. Nunes afirma que foram aprovados dois pacotes de socorro. O primeiro direcionado à Grécia, o país recebeu durante três anos 110 bilhões de euros para sua recuperação. O segundo foi a criação do fundo emergencial de 750 bilhões de euros para situações de crise na União Europeia.

 

 

 

Fonte : FIC

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