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Ministério da Cultura tenta salvar Cinemacoteca Brasileira: lugar de apaixonados personagens reais

Por Yago Rodrigues

 

Run! E tente adivinhar qual a cena. Entre 30 mil títulos, “adivinhar cenas” vem de apenas um filme. Qual? Uma pista: do cineasta Bernardo Bertolucci. Bem, e nesse aproveitar imagens, memorizá-las, consumir a arte de quadros dinâmicos, pode-se dizer que são objetivos comuns que a Cinemacoteca Brasileira tem.

Nunca ouviu falar? Bem, talvez por ser uma realidade distante, afinal, a Instituição fica na Vila Clementino, em São Paulo. É lá que cerca de 200 mil rolos de filmes compõe um vasto acervo, que vem de doações e depósitos.

Além de objetivar Documentação – coleção de argumentos, projetos, diálogos, cartazes, periódicos específicos – a Cinemacoteca tem Laboratórios de Restauração, um exemplo entre as cinematecas latino-americanas, e a proposição de Conservar.

Ainda pensando na cena? Hum, mais uma dica: são três jovens. Não os do mesmo grupo que criou de Cinema de São Paulo, lá na década de 40. Esses eram Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado e Antônio Candido de Mello e Souza. Estudantes de Filosofia que deram início à Cinemacoteca.

Aqui, em Goiânia, alguns Clubes já marcaram a cidade, como o Cascavel, da ABD Goiânia. Outras iniciativas, como o Cinema na Calçada e as exibições, como as do Goiânia Ouro, que visam um mais fácil acesso à grandes obras e filmes de arte tenta valorizar esse fazer.

Uma luta por um ideal, por um amor: filmes. Assim, como aqueles três jovens que reviviam cenas de filmes clássicos: Isabelle, Theo e Matthew, Os Sonhadores. Sim! Eles que como tantos outros estudam e vivem esse aproveitar, memorizar e consumir arte. Talvez, até além, no viver arte.

 

Diretor

 

 Reprodução

 (Foto: reprodução)

Professor, comentarista, amante, Lisandro Nogueira (foto) entra no grupo da Cinemacoteca como novo diretor da Instituição. Isso depois de tantas ações e curadorias, como no Cine UFG e consultoria no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o Fica.

Na tentativa de amenizar a crise que a Cinemacoteca viveu no início do ano, com Carlos Magalhães, ex-diretor, o Ministério da Cultura escolheu o professor. Talvez, mais um passo que destaque a capital goiana, valorizando o patrimônio audiovisual.

Veja a reportagem do Jornal Anhaguera sobre a nova direção da Cinemacoteca, aqui.

 

Fonte : FIC

Categorias : Cultura Curiosidades

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