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Terapia ocupacional faz parte da capacitação de jovens com deficiência

Desafios na inserção de jovens com baixa renda no mercado de trabalho

Não é novidade que existem obstáculos para conseguir o primeiro emprego. Quando se trata de jovens com baixa renda e deficientes, o desafio é ainda maior.

Por: Larissa Machado

Um dos maiores desafios ao procurar o primeiro emprego é a famosa falta de experiência alegada por muitas empresas. Quando se trata de um público jovem e de baixa renda, essa dificuldade se acentua.

O problema do desemprego aumentou no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com seu relatório divulgado na Agenda Hemisférica 2006-2015, Trabalho Decente e Juventude, a inclusão de uma parcela significativa de jovens brasileiros de ambos os sexos no mercado de trabalho é deficiente e ainda mais precário quando se trata de um público de baixa renda.

Nesse sentido, existem programas sociais que visam encaminhar essa parcela da população que encontra muitos obstáculos no ingresso ao primeiro emprego.

Um desses programas é o Jovem Aprendiz, amparado pela lei Nº 10.097/2000, a Lei da Aprendizagem, que assegura o encaminhamento de jovens de baixa renda entre 14 e 24 anos, incluindo os jovens com deficiências, ao mercado de trabalho, desde que estejam cursando o ensino fundamental ou médio e no caso dos aprendizes deficientes, um curso profissionalizante.

José Revorêdo, coordenador do programa Jovem Aprendiz nas Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo, OSCEIA, em Goiânia, relata os frutos deste investimento na juventude. “O jovem precisa ser acolhido e qualificado, pois é uma força de trabalho cheia de energia e esperanças para um futuro melhor”, acredita.

Conforme determina a lei, todas as empresas de médio e grande porte devem ter o equivalente a no mínimo 5% e no máximo 15% de jovens aprendizes em seu quadro de funcionários.

 A rotina de um jovem aprendiz, conforme relata Juliana Duarte, uma das responsáveis por encaminhar jovens pela OSCEIA, comporta uma formação teórico-prática. Com uma equipe pedagógica especializada, os jovens assistem cursos de cidadania, ética, legislação, informática e postura no mercado de trabalho. “Esses cursos são fatores diferenciais no momento da admissão do jovem na empresa. O empresário fica animado ao ver um jovem qualificado”, afirma.

O jovem Gabriel Carvalho, 16 anos, foi encaminhado para o emprego aos 15 e adquiriu experiência para inclusive permanecer na empresa. “Meu contrato temporário venceu, agora sou contratado como um funcionário normal na empresa. Fiquei muito feliz porque minha família precisa desse dinheiro”, relata. Gabriel, no entanto, pretende continuar os estudos e prestar vestibular para o curso de arquitetura.

 

 Inclusão

A inserção do Portador de Necessidades Especiais (PNE) no mercado de trabalho vem crescendo nos últimos anos, mas é outro desafio que ainda encontra obstáculos pela frente.

Apesar do aumento de encaminhamentos, a inclusão não se fez de forma completa, segundo Priscila Selares, do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. “As empresas hoje se preocupam hoje essencialmente em cumprir a cota pra não serem multadas”.

Existem muitos deficientes que constam no quadro de funcionários da empresa, mas estão apenas com a carteira assinada. Nesses casos, ou elas estão presentes e sem demanda de trabalho ou ficam em casa.

O programa Jovem Aprendiz também encaminha jovens PNE para o primeiro emprego. Na OSCEIA, através do programa OSCEIA INCLUSÃO, os adolescentes são qualificados, capacitados e reabilitados para que possam atender às necessidades da empresa, garantindo o desenvolvimento potencial de suas capacidades.

A terapia ocupacional também é importante no processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento dos jovens, com foco em habilidades imprescindíveis para o exercício do trabalho formal, o que enriquece e confere bagagem ao jovem mesmo com as limitações da deficiência.

Fonte : FIC

Categorias : Trabalho

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