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Estudantes pouco sabem sobre os projetos de pesquisa e extensão da UFG

Sessenta alunos ingressam no curso de Jornalismo todos os anos e quase a totalidade não tem conhecimento das possibilidades acadêmicas da entidade

 

Por Giuliane Nascimento

 

A UFG concede bolsas para a formação de recursos humanos no campo de pesquisa científica e tecnológica, além da implementação de projetos, programas e redes de pesquisa e desenvolvimento, seja em parceria com outras entidades, Estados ou Federações. Todavia, poucos estudantes têm acesso a essas informações. Consequentemente, poucos graduandos participam desses projetos. Mas por que isso ocorre? Segundo o professor de Comunicação Social, Ricardo Pavan, “falta incentivo por parte da UFG”.

O professor, embora não seja responsável por nenhum projeto de pesquisa ou extensão, reconhece a deficiência de estímulo da universidade. “Há bolsas e não há interessados (ou talvez desinformados). Os alunos precisam ir atrás das oportunidades, mas falta professor para apoiar, ajudar”, afirma o docente.

A aluna Cibele Portela, do curso de Jornalismo, integrou o projeto de extensão de produção de TV da emissora da universidade e admitiu não ter recebido nenhum incentivo. A estudante soube ao acaso da atividade por um amigo. “Ele me comunicou, disse que a TV estava procurando por estudantes que quisessem participar da produção audiovisual do canal, então eu fui atrás. Mas se não fosse por ele, nunca teria conhecimento desse projeto”, conta.

Ainda segundo a aluna, a impressão que se tem é de que os projetos da instituição são muito restritos. “Não há essa divulgação, às vezes parece que os professores não querem que a gente participe. E pelo pouco que eu vi, as atividades são de extrema importância para a nossa formação. Ali a gente pode ter contato direto com as áreas que nosso curso oferece”, acrescenta.

Mudanças

Já para o coordenador de Jornalismo da UFG, Edson Spenthof, o problema não se restringe apenas dos docentes, mas sim ao curso como um todo. Como são, em geral, de graduação, os responsáveis dão ênfase a problemas relacionados à graduação, deixando de lado fatores importantes como o incentivo às atividades acadêmicas. Contudo, o coordenador anuncia que pretende mudar este cenário.

Segundo ele, não há bolsas oferecidas para o Jornalismo, e sim órgãos próprios na universidade responsáveis por esse oferecimento. “O que os cursos podem fazer, e alguns já têm, é criar um grupo interno de trabalho. E é justamente o que nós pretendemos no Jornalismo: formar uma comissão para fomentar essas pesquisas, incentivar, ir atrás de possibilidades e bolsas”. 

Números

De acordo com dados da UFG, atualmente, cerca de três mil projetos de pesquisa estão em andamento. São 2400 docentes responsáveis pelas atividades e mais de 26 mil alunos de graduação, pós, doutorado e mestrado que participam ativamente dos projetos acadêmicos. Destes, 50% são destinados às áreas Biológicas, enquanto 25% vão para as áreas Exatas e Humanas, respectivamente.

Embora seja um número alto, a pouca divulgação acerca das possibilidades de pesquisa e extensão ainda preocupa. Até mesmo o coordenador geral da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação (PRPPG) da UFG, João Medrado, afirma que um incentivo maior deve ser feito. “A incorporação dos alunos a esses projetos vem se dando ao longo do tempo. Contudo, a divulgação dos projetos de pesquisa que deveria ser feita pelo corpo docente ainda é escassa. Muitas vezes o professor cita durante uma aula sobre algo que ele tem pesquisado, estudado, promovendo, assim, a divulgação indireta desses projetos. Os alunos devem ficar atentos”, disse.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Programa de Bolsa de Extensão e Cultura são algumas das iniciativas adotadas pela universidade na formação de pesquisas. De acordo com o site da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG, a esta última, o objetivo é apoiar a realização de ações que sejam autossustentáveis e que apresentem relevância acadêmica e social.

Segundo consta na página, “Entre agosto de 2012 e julho de 2013 foram distribuídas 100 bolsas com o valor de R$ 400,00 mensais. É a Ação que concorre à bolsa e cabe ao Coordenador do Projeto indicar o bolsista”. Para participar de um projeto é necessário que haja o interesse do lado docente. Contudo, o esforço por parte do dicente deve ser ainda maior.

 

Fonte : Fic

Categorias : Educação

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