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Enfrentamento da tuberculose e hanseníase é destaque na capital

Programas de combate e controle das doenças são destaques no Distrito Noroeste da capital

Por Rafael Miranda

Os grupos com maior risco de contrair tuberculose e hanseníase têm atenção especial nas unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O objetivo do órgão é combater essas doenças por meio do diagnóstico precoce, de vacinas para os recém-nascidos e de orientações de prevenção. Os usuários do Sistema único de Saúde (SUS) que interrompem mais facilmente o tratamento das doenças também recebem assistência especial com os programas de controle e combate das enfermidades. 

O Distrito Sanitário Noroeste é referência no combate e nos tratamentos para tuberculose e hanseníase, os quais são bastante similares. Para prevenir ambas as doenças é necessário que todas as crianças com até um mês de vida sejam vacinadas com a BCG. As bactérias causadoras das doenças podem ficar incubadas no organismo durante alguns anos e agem quando o organismo enfraquece. Por isso, é necessário manter uma alimentação saudável e a permanecer em locais arejados. 

Tuberculose 

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo bacilo de Koch e transmitida através da tosse e do espirro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo e, desses, 10% desenvolverá a doença. Entre os mais vulneráveis, estão os presidiários, moradores de rua, as comunidades indígenas e pessoas que contraíram o vírus HIV. Para prevenir, dar o diagnóstico precoce e tratar os enfermos, o município oferece o controle da Tuberculose. 

Até junho deste ano, foram registrados 15 casos de tuberculose no Distrito Noroeste. A maior incidência foi entre mulheres e idosos a partir de 65 anos. Em 2012, 33 casos de tuberculose foram detectados na região. A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da SMS, Laura Branquinho, afirmou que o maior desafio para o controle da doença é a adesão ao tratamento, principalmente pelos idosos. “Um dos maiores desafios realmente é fazer com que as pessoas da faixa etária a partir de 65 anos participem dos programas de controle e combate à doença. Nós então procuramos informar a essas pessoas como a doença se manifesta e o quanto é importante o tratamento”. 

Para a cura da doença é necessário que o paciente siga todo o tratamento, que tem duração de seis meses. O tratamento é realizado de duas formas durante esse período. Uma delas é a observação, avaliação da evolução da doença, medicação e acompanhamento do paciente, três vezes por semana, por profissionais da Unidade de Saúde. A outra forma é auto–administrativa, ou seja, o paciente é responsável por buscar, uma vez ao mês, o medicamento na Unidade em que realiza o tratamento e seguir as orientações do médico. 

Hanseníase 

Nesse ano já houve uma redução no número de casos de hanseníase na região noroeste. O Distrito constatou, nos primeiros seis meses de 2013, 9 casos da doença, com maior incidência entre pessoas do sexo masculino com idade acima de 15 anos. No ano passado, foram registrados 57 casos em doze meses. 

A hanseníase é uma doença causada pelo Mycobacterium lepra, conhecido como bacilo Hansen, que ataca a pele, a mucosa do nariz, os olhos, os nervos dos braços, os pés e outros órgãos. Atinge pessoas de todas as idades e sua principal forma de transmissão vem do convívio com portadores que não se tratam. As vias de eliminação e transmissão dos bacilos são: nariz, boca e lesões na pele. 

O tratamento é feito em todas as Unidades de Saúde da SMS e dura cerca de um ano. Durante o período em que é tratado, o paciente é acompanhado por meio de consultas mensais, que permitem a avaliação e orientação para o uso da medicação. Com o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença e previne-se de incapacidades físicas, podendo continuar normalmente com sua rotina. 

Fonte : Facomb

Categorias : Saúde

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