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Coworking: parcerias para fazer negócios

Profissionais buscam a modalidade por conta do espaço para maior colaboração e interação comercial 

Gabriel Trindade

Home-office, escritório virtual, coworking. São tantas as opções no mercado de empresas que muitos ficam perdidos entre tantos nomes. O home-office traduzido é o “escritório em casa”, o escritório virtual é quando empreendedores decidem compartilhar o endereço fiscal, mas tem seus espaços individualizados.

O economista Osvaldo Fabiano esclarece que o coworking é um espaço totalmente cooperativo que permite o networking, que é o compartilhamento de ideias e colaboração entre equipes de diversas áreas.

“[Coworking] possibilita ao profissional focar no resultado das suas atividades e evitar a perda de tempo com preocupações de manutenção e burocracia. É mais uma plataforma de trabalho integrada às demais”, explica.

A administradora e fundadora da empresa de coworking Biz Center, Eurípedes Rossi Camilo, conta que a ideia de criar esse tipo de espaço em Goiânia surgiu em 2011, após uma pesquisa de mercado. Segundo ela, em abril de 2012, a empresa passou a prestar o serviço como o primeiro local de coworking do Estado de Goiás.

"Durante viagens, vi que o coworking era uma tendência mundial para um novo padrão de trabalho. Daí, decidi que estava no momento de Goiânia ter esse modelo de negócios, que integra profissionais de várias áreas, com custos reduzidos e que incentiva a troca de ideias e experiências", acrescenta.

Uma pesquisa realizada no Brasil neste ano pelo site Movebla, blog brasileiro que faz pesquisas sobre tendências e novas maneiras de trabalhar, e pela revista americana online Deskmag, especializada em coworking, constatou que existem mais de 100 espaços desse tipo no Brasil.

O levantamento mostra que 58,06% das pessoas trocaram home-office pelo coworking e 48,24% vão diariamente para locais de coworking. Entre as razões para escolher essa modalidade, 59,3% disseram que usam esse espaço por conta da interação com outros profissionais.

Origem

De acordo com a revista online Deskmag, o primeiro espaço de coworking abriu suas portas no dia 9 de agosto de 2005, em São Francisco, nos Estados Unidos.

O fundador do espaço, o programador de sistemas Brad Neuberg não foi o criador do termo, mas foi pioneiro em estruturar um local como reação aos centros comerciais “anti-sociais” e a um trabalho improdutivo com o home-office. O local oferecia de cinco a oito mesas, duas vezes por semana, com Wifi gratuito, além de lanches, massagens e passeios de bicicleta.

Preferência

Para o economista Osvaldo Fabiano, a pessoa que deseja optar por este serviço deve considerar o que realmente busca em um ambiente de trabalho. Segundo ele, em alguns momentos para uma pessoa pode ser melhor o home-office ou o escritório virtual.

“Dizer que o coworking é uma melhor opção seria como entender que todos os profissionais têm perfil semelhante, o que não é verdade. Logo o corworking será uma melhor plataforma em determinado momento e o escritório virtual em outro”, emenda.

O jornalista e adepto do coworking Cláudio Bueno defende que optou pelo sistema por conta das chances maiores para troca de conhecimento e pela possibilidade de parcerias produtivas. “Tive experiência em escritórios convencionais e realmente não pretendo, pelo menos por enquanto, montar novamente uma estrutura dispendiosa para se ter o mesmo resultado", conclui.

Fonte : FIC

Categorias : economia

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