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Compras online

Expansão e riscos do e-commerce

Compras online são uma nova oportunidade de negócio e facilitam a vida dos consumidores, mas também é preciso ficar atento

Matheus Ribeiro

Quem já pensou em abrir uma loja e comercializar seus produtos certamente deve ter se deparado com algumas dificuldades. Encontrar um bom espaço físico, os altos valores de aluguel e também a grande burocracia para registrar a empresa são desafios a serem vencidos por aqueles que desejam ter seu próprio negócio.

Porém, com a expansão contínua da internet, muitas pessoas que têm esse espírito empreendedor estão apostando no comércio eletrônico para abrirem suas lojas. Esse é o caso da blogueira Daniela Brandão, proprietária da Maria Sacola, cujo foco é a venda de roupas femininas. Ela começou o negócio apenas através de um blog, com os pagamentos feitos por depósito bancário.

Com o aumento da demanda e com os pedidos dos clientes para pagamento em cartão de crédito, Daniela procurou um portal que hospeda lojas online, o Tanlup. “Dá para fazer tudo sozinha e com custo bem reduzido. Conforme as vendas foram crescendo é que fui investindo um pouco mais para tornar tudo mais profissional”, explica. Hoje, a loja já tem registro de marca e endereço próprio na internet, e é a única fonte de renda da blogueira.

E ela não está só. Dados da consultoria E-bit apontam que no ano de 2012 foram arrecadados R$ 18,70 bilhões com o chamado e-commerce. Segundo avaliação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o ano de 2013 deverá ser fechado com um crescimento de 20% nas vendas em relação ao ano anterior. Além disso, espera-se um aumento de 19 milhões de compradores online, atingindo um total de 54 milhões de pessoas.

Uma estimativa elaborada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) aponta que, até 2016, o mercado brasileiro de e-commerce passará a faturar R$ 45 bilhões anuais. De acordo com Gustavo Santos, conselheiro fiscal da empresa, o segmento apresentou expansão de 1400% nos últimos dez anos, e deve continuar crescendo em ritmo acelerado.

Segundo o especialista, o crescimento será impulsionado pela presença massiva de um novo perfil de comprador, identificado como omni consumidor. “Omni consumidor é o consumidor que compra na internet, na loja física ou através de televendas de forma orgânica”, explica Santos.

Segundo o conselheiro, esse tipo de consumidor usa a internet para pesquisar preços e conteúdo especializado antes de ir à loja física, e vai às lojas antes de comprar no comércio eletrônico. Assim, os negócios tendem a ter a melhor relação custo/benefício possível, e muda completamente o funcionamento do mercado.

Em determinados períodos do ano, principalmente nas datas comemorativas, as ofertas com desconto aumentam e muitos internautas querem aproveitar os preços baixos para fazerem suas compras. No entanto, mesmo com todas as facilidades de comprar pela internet, também é preciso tomar alguns cuidados para não sair no prejuízo.

A estudante universitária Jéssica Alencar comprou uma viagem para um cruzeiro no site de compras coletivas Peixe Urbano, mas prestes a embarcar, descobriu que sua vaga não havia sido reservada. “Eu me senti decepcionada e bastante lesada.

As informações sobre a compra não estavam em destaque e também não havia telefone para contato, apenas um endereço de e-mail que nunca respondiam”, reclama. Após quatro meses tentando resolver a situação, até o momento, Jéssica conseguiu reaver apenas o dinheiro da primeira parcela.

Problemas como esse não são raros. No ranking das 10 primeiras empresas com mais reclamações de clientes no Procon, seis são do ramo e-commerce. Para evitar problemas, é recomendável sempre checar a política de trocas, os prazos de entrega e os antecedentes da loja. Confira aqui mais dicas para fazer suas compras online.

Fonte : Facomb

Categorias : Economia

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