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Pais de primeira viagem

Nem sempre homens estão preparados para a experiência de ter o primeiro filho

por Carlos Eduardo Pinheiro

A primeira vez que o servidor público Luiz Queiroz, de 30 anos, segurou seu filho Mateus Queiroz, hoje com um mês de idade, achou que a criança fosse quebrar. “Foi só no segundo dia que consegui pegá-lo; no dia que o vi, fiquei com receio. Tremia”, relata entre risos.

 

 O misto de deslumbramento e medo parece ser a tônica que rege a vida dos pais de primeira viagem. Enquanto as mulheres, de certa forma, recebem instruções durante toda a vida sobre como serem mães, os homens parecem aprender a lidar com um rebento somente depois do nascimento.

 

Mesmo com todo o preparo e disponibilidade de informações na mídia, homens ainda se mostram surpresos com a nova vida. “A gravidez foi planejada. Estávamos tentando ter filho desde o meio do ano passado. Mas quando fiquei sabendo, senti um frio na barriga, uma emoção que nem consigo dizer”, diz Luiz.

 

 Embora o servidor público e a esposa estivessem tentando ter filho, a gravidez veio antes da hora. “Esperávamos pelo menos para abril. Quando veio, me assustei. Homem fica mais preocupado, né?!”, fala espantado.

 

Quando aparece algum problema durante a gravidez, a coisa complica ainda mais. A ansiedade e a preocupação com o futuro ficam mais pesadas. “Durante a gravidez fiquei apreensivo. É muita responsabilidade. Ainda mais que no quinto mês foi detectado que o bebê poderia nascer com Sindrome de Down”, afirma.

 

 Por isso, ter apoio da família e de pessoas próximas é essencial para criar um clima de união. “Foi um momento muito atribulado. Fizemos campanha na igreja, oramos muito. Na última ultrassonografia deu que o bebê estava saudável. Foi um milagre!”, acredita.

Fonte : Facomb

Categorias : Comportamento saúde pais filhos

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