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Condomínio atrapalha o funcionamento de feira livre em Goiânia

Sem se importar com os feirantes, condomínio de luxo impõe suas necessidades de funcionamento

Thiago Lobos

Todas as quartas-feiras acontece, das 16h às 22h, no setor Bueno, em frente á Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), a Feira da OVG. A feira está nesta mesma localidade há mais de duas décadas e tem mais de 200 barracas, ou seja, mais de 200 famílias dependem desta feira.

Há oito anos o condomínio Borges Landeiro foi construído em frente à OVG. Quando o condomínio foi projetado para ser construído nesta localidade, não levou-se em conta a existência da feira. Com isso a entrada do estacionamento do prédio fica exatamente no meio da feira. Isso causa um transtorno tanto para o feirante, que depende desta feira para o seu sustento, como do condômino, que precisa estacionar o seu carro em sua garagem.

Outro transtorno foi que o condomínio Borges Landeiro instalou grandes armários de lixos na calçada, onde nas quartas, eram os lugares de barracas da feirinha. Isto gera problemas para ambos os lados: os feirantes, pois além de perderem o espaço da sua banca, sofrem com o mal cheiro causado pelo acúmulo de lixo; já os condôminos, sofrem com a dificuldade de estacionar seu carro na garagem ou sair do seu com seu carro do condomínio.

Estes problemas geram grandes transtornos para os feirantes. "Por conta destes erros, diversas barracas tiveram que mudar de lugar, inclusive eu. Quem vê de fora parece simples, mas não é. Todo feirante sabe que demora muito para se fazer um ponto ser conhecido e mudar de lugar é um grande problema", relata Mauço Oliveira, feirante há 8 anos. 

Esta expressão 'fazer um ponto' é muito usada entre os feirantes, pois todos sabem que para se ter uma clientela fiel é preciso permanecer em um mesmo local por meses. Além da mudança de local os feirantes ainda são obrigados a conviverem com o mal cheiro dos latões de lixo que armazenam todo o lixo do condomínio Borges Landeiro.

Quem é o errado nesta história: a prefeitura que não se atentou à construção do condomínio e as necessidades da feira; os responsáveis pela construção do condomínio que não se importaram com um futuro problema; ou os feirantes que devem entender tudo isso sem reclamar?

Fonte : Facomb

Categorias : Cidadania

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