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Jovem Estilista

 

 

Reberth Fiorezzo é um goiano de apenas 20 anos e já trabalha como design, personal stylist, vitrinista e blogueiro. Desenhando desde criança viu na moda uma paixão e decidiu seguir carreira mesmo sabendo de todas as dificuldades que iria encontrar no ramo. Reberth é dono de uma marca de roupas que carrega o nome de Fioryzze Crispim, que está no mercado desde maio de 2011 e surgiu da sociedade com a designer Malu Crispim dentro do antigo Casulo Moda Coletiva. A identidade das peças da marca é totalmente romântica e ecologicamente correta.

Por Karla Araujo

Jovens Jornalistas: Você começou a desenhar quando ainda era criança. Você sempre quis desenhar roupas ou pensava em trabalhar seus desenhos de outra forma?

Reberth Fiorezzo: Desde pequeno sou envolvido com a arte de desenhar, mas foi no ensino médio que voltei minhas habilidades para a moda e criação de roupas. Era tudo diversão, e foi brincando que tudo se transformou no meu trabalho.

JJ: Você fez ou faz algum curso para aprimorar o seu desenho ou na área de design de moda?

Reberth Fiorezzo: Tenho quatro cursos técnicos concluídos. Um é de Molde, Corte e Costura, da Casa da Pequena Costureira que fica na Vila Nova. Os outros três fiz no SENAC da Vila Redenção: Desenhista de Moda e Personal Stylist, ministrados pela professora Inês Martins, e Modelista ministrado pela professora Cida.

JJ: O que te inspira e o que tira a sua inspiração?

Reberth Fiorezzo: Minhas inspirações são sempre sensitivas, os temas de minhas coleções são sempre feitos a partir de lembranças e sentimentos que fazem parte da minha essência. Já o que tira a minha inspiração é a pressão em executar algum trabalho sem que ele venha de dentro para fora, e sim de fora para dentro, imposições e restrições me bloqueiam.

JJ: Você tem uma linha de roupa e uma loja também, certo? Conte sobre suas parcerias e como tão jovem já tem uma loja.

Reberth Fiorezzo: Certo, em Goiânia temos um núcleo artístico muito rico e só quem é do meio que muitas vezes acaba conhecendo os profissionais da arte que temos aqui, então sempre que podemos fazemos parcerias para ter mais pessoas vendo o nosso trabalho, fotógrafos que precisam de editorial, modelos que precisam de experiência e estar com o rosto em circulação, maquiadores e cabeleireiros que querem créditos por suas produções, e é ai que conseguimos ter material de trabalho e dar o primeiro passo. Goiânia é um campo muito vasto e de artistas muito abertos e dispostos em executar colaborações.

JJ: Você já consegue fazer dinheiro no seu trabalho com moda? Você tem outra ocupação? 

Reberth Fiorezzo: Sim, consigo, mas não tenho só a marca como ocupação, trabalho como personal stylist e consultor de imagem, vitrinista e sou blogueiro quando sobra tempo. Na sociedade em que vivemos temos que trabalhar para nos firmar e tentar nos impor no mercado de trabalho, não sou o “dono da NEON” ou algo assim ainda, minha única intenção agora é fazer bem feito o que faço, continuar amando o que eu faço e ir construindo meu espaço de forma gradual. Antes mesmo de eu ter a minha própria marca, eu já tinha realizado alguns trabalhos em produção de editorial e redação do antigo blog da marca Ícone Pop. Atualmente em paralelo ao trabalho que tenho com a Fioryzze Crispim, tenho me dedicado ao vítrinismo, as consultorias de imagem e a um blog de moda masculina.

JJ: Como é ser um jovem construindo uma carreira em um ramo tão difícil?

Reberth Fiorezzo: É complicado, mas creio que esta dificuldade está em todas as áreas, o mercado está saturado para todos os lados. Às vezes é desesperador, confesso que já tive vontade de desistir da área, mas o melhor a se fazer é usar ao máximo dos recursos que você tem em sua mão, conhecer as necessidades do seu público alvo, e dar o seu melhor para oferecer produtos de qualidade.

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