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Deus me livre da normalidade!

Porque ser diferente é muito mais legal

Por Laysse Sanches

 

Se existe uma coisa sem graça na vida é a falta de originalidade, ser o mesmo, fazer o comum e não mais do que o comum todo santo dia. A vida é mais do que isso e vale muito mais do que deixá-la passar por estar atado a apatia e ao medo.

Por isso chama-me a atenção e encanta-me de forma comovente e profunda aqueles que vivem corajosamente. Não que não sintam medo como todos os mortais, mas diferentemente do restante, eles não se rendem a ele, esperneiam e lutam para enfrentá-lo porque o viver plenamente é deveras importante e as experiências são essenciais e valorosas demais para serem jogadas fora.

Ah, as coisas loucas confundem os sábios, as coisas fracas confundem os fortes. Nada mais certo. O diferente desestrutura os pilares forjados pelas convenções sociais, bagunça conceitos, propõe reflexões. Pessoas incomuns trazem o diverso e são chamadas de loucos.

Deus me livre da normalidade! Prefiro mil vezes a excentricidade. Os ditos excêntricos são pessoas extremamente especiais. São aqueles que não ficam parados e tiram a vida para dançar. Eles fazem poesia da tragédia, se alegram com coisas simples, se divertem até mesmo com o vento. Contam piadas para si mesmos e até melhor: conseguem fazer piada sobre si mesmos.

Essa gente tem o riso pronto e fácil, sonoro, limpo, além do brilho e da honestidade no olhar. Eles não têm vergonha do que são, caminham como querem, vestem o que têm vontade. Usam suas roupas preferidas para ir à padaria ou a uma festa, mesmo que as peças aparentemente e convencionalmente não combinem entre si, eles andam descalços para sentir os pés no chão, ainda que a cabeça esteja nas nuvens.

Os excêntricos cantarolam na rua quando se lembram de uma boa música, falam o que sentem, dizem “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” com toda a sinceridade e quando perguntam realmente querem saber se está “tudo bem com você”. Eles nunca estão sozinhos, pois o mundo, ou vários mundos, estão dentro deles. Eles são felizes, são livres… Voam como pássaros!

Categorias : Opinião

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