Weby shortcut
4884
protestos

Até quando quebrar vai ser necessário

Manifestante é baderneiro? Quebrador?

Renan Nogueira

Foi assustador, não tem outra palavra, todo o movimento contra o aumento no valor do bilhete de transporte coletivo. Quando tudo isso começou? Greve vem do francês Grève que é o nome de uma praça às margens do Rio Sena em Paris. Era um lugar onde, no século 18, desempregados e operários se reuniam para discutir a insatisfação quanto às condições trabalhistas.

Esse sentimento de “briga” pelos direitos tem história no Brasil a partir da vinda dos moradores do velho continente. Europeus são, por si só, politizados e educados para que façam suas atividades a fim de poderem reivindicar esses direitos, falando de forma genérica.

Mas quem disse que os brasileiros não são assim? Ficou comum estarmos presentes ou vermos de longe ou apenas assistirmos na TV movimentos de greve nos transportes públicos, por exemplo. Motoristas param de trabalhar, em sua maioria (mantendo o mínimo de ônibus nas ruas, pela lei), e os outros trabalhadores se desesperam.

Manifestante é baderneiro? Quebrador? Mas como não ser? Ficar parado com esse abuso contra a sociedade? Não dá, não é?! Manifestar calmamente...pacificamente...sem brigas e sem bagunça... dá resultado sim! Mas quando? Quanto tempo as pessoas vão ter que se manifestar pacificamente para que algo aconteça?

Tem que quebrar mesmo! “Já tem poucos ônibus! Se quebrar vai ter menos ainda!” Isso é verdade. Mas é um passo atrás buscando dois ou três pra frente. É a única forma, atualmente, de chamar a atenção de verdade das autoridades. A sociedade não dá conta mais de aturar essa falta de respeito. Somos seres humanos mas não somos tratados como tais, por essas empresas.

Quebrou, quebrou e quebrou! Mas algo aconteceu. A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo foi obrigada a voltar o preço da passagem ao valor anterior em Goiânia. O aumento de 30 centavos tem que ser justificável para que aconteça, é o que a liminar da justiça apresentava.

O consumidor, ainda, tem direito de ser ressarcido em dobro por aqui que pagou indevidamente, segundo o Procon. É, já foi um passo atrás e um outro à frente. Esperemos o próximo passo desse poder do povo, a democracia.

Fonte : Facomb

Categorias : Opinião

Listar Todas Voltar