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Reciclagem

Atos que ajudam a preservar o meio ambiente

Goiânia lança campanha para incentivar a população a separar o seu lixo para a reciclagem

Por Nathália Barros

 

A produção do chorume, a liberação do gás metano e a proliferação de doenças são alguns dos problemas que o excesso de lixo ou o descaso com o destino final dos resíduos sólidos podem trazer para o meio ambiente e o homem. A reutilização e reciclagem do lixo são atitudes que, além de gerar renda às cooperativas e famílias de catadores, contribuem com as questões ambientais, pois ajuda a controlar o excesso de lixo produzido pelo ser humano e dá outros fins aos materiais residuais.

 

Além de evitar a poluição, o ato de reciclar o lixo minimiza a utilização de fontes naturais, principalmente as não renováveis. Entre os materiais que podem ser reciclado estão: os metais como o alumínio, o plástico, o vidro e papel. Responsável pela produção de churume, o próprio lixo orgânico – embora, muitas vezes, ignorado nos programas de Coleta Seletiva, que incentivam apenas a separação do Inorgânico – também pode ser reaproveitadona na forma de adubo para o solo.

 

Em Goiânia, o lixo é tratado de duas formas: através da Coleta Tradicional e da Coleta Seletiva. Este último, que surgiu em 2008, recolhe nas casas o material que foi separado do lixo comum. “Nós solicitamos que as pessoas separem os resíduos em dois recipientes: um que é reciclável e outro que não é”, explica Mário José de Oliveira, diretor da Coleta Seletiva na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).

 

O lixo coletado seletivamente vai para as cooperativas, que fazem a triagem desse material e o vendem no comércio local. A reciclagem, portanto, também gera empregos e renda. Além do serviço de porta em porta realizados pelo programa da Coleta Seletiva, existem os PEV's, espalhados por toda a capital goiana. Os PEV's são pontos de entrega volutário e recebem tantos os materiais recicláveis quanto baterias e pilhas. 

 

Conscientização

Apesar da importância da reciclagem e de haver um programa voltado para isso em Goiânia, muitas pessoas ainda não estão acustumadas ou não possuiem o hábito de separar o seu lixo doméstico. Erika Simonne de Castro, dona de casa e moradora do Setor Sudoeste, conta que raramente faz a segregação em sua casa. "A Coleta Seletiva passa nas terças-feiras aqui, mas sempre esqueço de separar o lixo. Acabo colocando todos os materiais junto com o lixo comum.", afirma. "E aqui no meu prédio, poucas pessoas fazem essa separação".

 

Apenas 7% de todos os resíduos são coletados seletivamente em Goiânia. “É nosso dever fazer a conscientização ambiental para que a população faça a seleta desse material. Estamos trabalhando para que, até 2014, esse número chegue a 10% ou 12%”, diz Mário. Recentemente foi lançada a campanha Eu amo Goiânia, eu cuido do Lixo, que tem o objetivo de conscientizar a população, intensificar o programa da Coleta Seletiva e mostrar como as pessoas devem proceder com relação aos resíduos.

 

A professora Sandra de Fátima Oliveira, coordenadora do curso de especialização em educação ambiental, acredita na utilização dos cinco R: Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. “Com relação à educação ambiental, nós temos também que trabalhar na transformação das pessoas”, diz Sandra. Para ela, não adianta apenas pedir para que as pessoas não joguem lixo nas ruas ou separem os resíduos que produz se não houver uma educação voltada para isso. “O incentivo a conscientização ambiental deve estar presente em todos os níveis de ensino. Desde o primário até a graduação”.

 

Fonte : Facomb

Categorias : meio ambiente

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