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natal

Boas festas e boas compras

Com o bolso cheio e impulsionados pelo consumismo, cidadãos vão às compras e as datas comemorativas inflacionam o mercado

Murilo Nascente

Não coincidentemente, os períodos de maior alta no faturamento do comércio são diretamente ligados aos dias comemorativos. A data preferida dos consumidores são o natal e ano novo. Essa época marca o maior aumento nas atividades do mercado e consequentemente uma grande impulsão no faturamento das empresas. Outros setores, como o da indústria e da prestação de serviço, também vivem seu maior impulso nos últimos meses do ano.

Um motivo para essa grande movimentação comercial é o aumento de renda dos consumidores, que recebem o 13° Salário. Outro fator importante nessa dinâmica comercial é a data de Natal e Ano novo, período em que se costuma presentear amigos e parentes, fazer festas e viagens. As igrejas que celebram que tem no natal a festa religiosa mais importante do ano faz várias reclamações de que o capitalismo mascarou o verdadeiro sentido do natal. A Catedral Metropolitana de São Paulo, soltou uma nota pública para repudiar esse tipo de ação.

Se por um lado a renda aumenta no fim do ano com o pagamento do 13° Salário, as despesas acompanham o mesmo ritmo. Para o economista e consultor econômico Gilmar Santana, o consumidor brasileiro não toma os devidos cuidados na hora de gastar. “A maioria das pessoas não planeja o uso do 13°. O salário extra acaba sendo usado para comprar presentes, fazer festas e alguns compromissos são esquecidos. Se deixam levar pelo consumismo criado principalmente nessas datas festivas”, esclarece. Ele ainda comenta que esses gastos em excesso são perigosos, já que podem endividar e comprometer a renda do trabalhador.

Pressão Social

Esse consumismo no final do ano é gerado em sua grande parte pelas empresas que buscam aumentar o faturamento, já que as despesas sobem consideravelmente nessa época do ano. “As lojas buscam atrair os consumidores com campanhas publicitárias, decorações e promoções especiais. Isso só fortalece cada vez mais esse costume de gastar no fim de ano”, aponta Gilmar.

Para a psicóloga Regina Kátia de Oliveira, um dos grandes aliados do consumismo é o modismo. “Não seguir a tendência exclui, de certo modo, as pessoas da sociedade. Então para se sentirem inseridas no padrão, elas fazem  o que é repassado e apresentado como certo”, esclarece. Além disso, Regina aponta que a falta de realização emocional ou pessoal faz com que a pessoa busque no valor material algo para chamar atenção, para estreitar laços afetivos e preencher suas carências.

Já para a estudante e consumidora Gabrielle Borba, o costume de dar presentes nas datas comemorativas é uma questão de carinho e de atenção. Porém, ela não descarta que existe o exagero e a pressão social nessa questão. “Em alguns casos eu me sinto de certa forma forçada a comprar presentes. Porque se não compro a pessoa pode achar que eu não me lembrei dela, ou que não gosto”, comenta.

Neste último fim de ano, as vendas cresceram em 8% no mercado varejista em Goiânia, de acordo com pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). Esse número representa um acréscimo de 2% em relação ao ano passado, quando as vendas foram de 6,2%.

Fonte : Facomb

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