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Venda de livros diminui

Popularização de computadores e tablets empaca livros nas prateleiras de livrarias e bibliotecas

Renan Nogueira

“O bom do livro de papel é que a gente pode ler em qualquer lugar”, diz Natânia Carvalho quando perguntada sobre a leitura na internet. Natânia é estudante e aproveita o tempo no ônibus entre a faculdade, o estágio e sua casa para ler vários livros. Desde pequena ela tem esse hábito e é apoiada pelos pais mas ela diz que isso não foi a grande influência dela. “Sempre gostei de ler. Acredito que os pais são importantes nesse início, mas não 100%. Meus pais, por exemplo, não me empurravam livros quando criança”, afirma a estudante.

Segundo pesquisa feita em 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 88,2 milhões de brasileiros se consideram leitores. O resultado desse levantamento foi publicado em Retratos da Leitura no Brasil, 2012 pelo Instituto Pró-Livro. Esse número corresponde a metade da população total na época, ou seja, menos que em 2007, quando era 55%. A cada ano que passa o comércio intelectual está diminuindo. Os principais pontos por esse declínio, segundo a pesquisa, é a falta de interesse e a preferência por outros meios, como TV e internet.

Mas a pergunta é: os livros estão envelhecendo nas prateleiras e sendo realmente substituídos? O professor Tom Wilson, em La publicación eletrónica y el futuro del libro (1997),traz uma opinião que pode ser a mesma dos demais nostálgicos leitores. “Aspectos relacionados com a mobilidade, o uso e a estética é que vão determinar por quanto tempo sobreviverão. Acredito que nestas categorias não exista, no momento, nenhum verdadeiro concorrente”. (Baixe o texto completo do professor Wilson) 

Tecnologia

A professora Rozane Alves, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), comandou uma pesquisa sobre o uso de tecnologias para o aprendizado. Ela foi feita no fim de 2012 para seu doutorado e seus dados ainda estão sendo estudados.  Cerca de 1300 professores participaram dessa pesquisa sobre uso de Tecnologia da Informação e Comunicação nas aulas.

Esse tipo de posicionamento só apresenta e esclarece o movimento social que está tomado conta das salas de aula e das casas das pessoas. Natânia, a estudante e leitora, diz que também faz uso de leituras pela internet, no computador. Entretanto nenhum se compara ao livro em papel. “Livro digital é mais rápido e mais barato. Mas sentir o papel e poder tirar ele do bolso sem ter medo de assaltos é muito bom”, expressa a jovem.

Fonte : Facomb

Categorias : Economia Livros Tecnologia

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