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Preço da passagem de ônibus em Goiânia: A novela continua

O Governo retirou impostos da alíquota referente às empresas de transporte público para diminuir o preço da passagem e mesmo assim, um juíz precisou intervir em Goiânia.

 

 

 

Por João Alexandre S. Scartezini

 

Depois de muitos protestos e muita luta, os estudantes e manifestantes goianienses conseguiram uma pequena vitória. Na segunda-feira, 10/06, o juíz Fernando de Mello Xavier deferiu uma liminar que demanda a redução do preço de 3 reais para 2,70, mas ainda cabe recurso aos advogados da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos. Caso não seja cumprida, uma multa de 100 mil reais diários vai ser cobrada.

 

A CMTC já mostrou seus cálculos para definir o valor da passagem de transporte coletivo, não sendo muito condizente com o padrão nacional, principalmente em relação à porcentagem relacionada ao preço do combustível. No padrão nacional, são 25%, a CMTC calcula 35%, uma medida questionável.

 

Curiosamente, após acionada, a assessoria de imprensa da companhia de transporte público afirmou que a empresa ainda não foi notificada. Mas o que mostra o despreparo desta empresa em gerir o transporte público é a permanência do preço da passagem após a redução dos impostos PIS/Pasesp e do Cofins, que ainda retira 3,65% de alíquota.

 

Protestos

 

Muitos protestos foram feitos ao longo dos últimos meses, antes mesmo da passagem subir oficialmente. Se apoiando nas especulações, estudantes e outros manifestantes foram às ruas combater os preços abusivos que estavam entrando em prática, já indagando sobre os motivos reais deste aumento.

 

No final do mês de maio, na quarta manifestação, os protestantes apelaram para medidas mais violentas, queimando 4 ônibus e depredando mais 13 veículos, além do “quebra-quebra” promovido, segundo a polícia militar, por membros de gangues de setores isolados da periferia goianiense. Apesar desta informação “oficial”, alguns estudantes afirmaram que os próprios policiais começaram com a violência.



Com o aumento de 2,70 para 3 reais, o cidadão comum que pega 2 ônibus por dia vai ter um aumento de 12R$ nos gastos mensais, quase 2% do mínimo, que já não é o suficiente pra sustentar uma pequena família. O aumento de 11% no preço da passagem ainda pode retornar, caso o recurso a ser ativado pela CMTC funcione.

 

Fonte : facomb

Categorias : Economia

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