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Violeta psicodélica

Banda Violeta de Outono se apresentou em Goiânia em maio; confira entrevista

por Carlos Eduardo Pinheiro

 

A banda Violeta de Outono fez show em Goiânia em maio. O grupo se apresentou pela segunda vez na capital goiana e tocou clássicos do rock psicodélico oitentista, novas composições, além de uma sessão especial só com músicas do Pink Floyd.

 

Unindo a psicodelia sessentista com a melancolia oitentista, o grupo apareceu com um EP, ainda em 1986, ano de surgimento da banda. Foi o suficiente para cativar público e crítica. Desde então não parou. Já são nove álbuns de estúdio, três DVDs e um disco ao vivo.


Confira entrevista com Fábio Golfetti, lider e um dos fundadores da banda.


JJ - Como você define o som da Violeta de Outono?

Fábio Golfetti - Na verdade digo que fazemos rock psicodélico. Nosso som é baseado na psicodelia da década de 1960/70. A fonte que a gente bebeu foi essa. Mas a gente surgiu nos anos 80, com a cena forte do pós-punk, foi isso que nos deu o diferencial. Unimos a melancolia do pós-punk com a psicodelia sessentista.


JJ - A que você deve a longevidade da banda?

Fábio Golfetti - A primeira coisa é que fizemos uma música mais atemporal. Como esse rock sessentista ficou consagrado como rock clássico, nosso som não ficou tão ligado e marcado à década de 1980. Mas fomos favorecidos pela boa maré da época. Conseguimos boa exposição. Saímos com 60 mil discos no mercado. Depois, já no fim dos 80 e começo dos 90 criei uma espécie de fanzine. Era uma Caixa Postal com Newsletter, que dava contato direto com os fãs da banda. Ali a pessoa se correspondia comigo, eu mandava gravações alternativas em fitas k-7. Isso ajudou a divulgar e manter a base de fãs. Era algo como é feito hoje com a internet.

 

JJ - E qual a sua relação com a internet?

Fábio Golfetti - Hoje em dia, disco, álbum, essas coisas são feitas mais para divulgar. Mas não acho que a internet atrapalhe nada. Pelo contrário. Ela divulga. O único problema que vejo em plataformas como o iTunes, por exemplo, é a venda separada de músicas. Fazemos um tipo diferente de música, com conceito, o álbum ainda faz sentido. Mas isso não nos atrapalha. Nossos discos vendem mais em shows. É outra forma que o músico arrumou para ser remunerado.

 

JJ - No ano passado vocês lançaram o Espectro, oitavo álbum de estúdio da banda. Qual a diferença da Violeta de Outono da década de 1980 para essa nova formação e disco?


Fábio Golfetti - Antes a banda era formada por trio. Por questão mesmo de logística. Era difícil, e ainda é, arrumar um tecladista. Também era difícil o transporte do equipamento. Hoje facilitou. O teclado entrou em 1997, com Fábio Ribeiro, que veio de uma banda A vertente mais progressiva, com arranjos mais elaborados e músicas mais longas, foi delineado com o tempo. Fazemos um som de base psicodélica. Quero fechar uma trilogia com o próximo álbum.

Fonte : Facomb

Categorias : entrevista Violeta de Outono rock Brasil música

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