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O preconceito também deve dançar

As danças afro-brasileiras divulgam a cultura negra e vêm rompendo as barreiras do preconceito

 afrobrasileira

 Por Ana Clara Gomes

Se o assunto é dança, geralmente lembramos de bailarinos e coreografias clássicas. Mas não são só as danças clássicas que têm espaço na preferência dos brasileiros. As danças derivadas da cultura afro têm ganhado espaço também na Universidade Federal de Goiás com o Projeto de Extensão e Cultura Corpopopular, da Faculdade de Educação Física. O projeto oferece oficinas de danças afro-brasileiras para estudantes e para a comunidade.

Um erro comum de quem começa a ter os primeiros contatos com as danças afro-brasileiras é confundi-las com as danças africanas. A professora das oficinas Juliana Jardel explica que as oficinas são de danças brasileiras focadas nas danças de matrizes africanas. Segundo ela, “não podemos dizer que são danças africanas, já que teve toda uma mistura quando essas danças chegaram ao Brasil”.

 

Preconceito


Há também quem pratique as danças-afrobrasileiras como uma forma de mostrar a resistência da cultura negra, como é o caso da estudante Lorrany Moriely. Mas, como a maioria das manifestações da cultura negra, esse tipo de dança também é vítima de preconceito. Para Juliana, “as manifestações que são de cultura negra sofrem preconceitos por serem desconhecidas”.

A luta da divulgação da cultura negra atravessa todo o Brasil, principalmente depois de promulgada a Lei Federal 10.639 que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas públicas e particulares do ensino fundamental até o médio. Grupos como o TerraCotta tem sido bastante procurados pelas escolas de todo o país para apresentarem espetáculos da cultura afro-brasileira (veja matéria). Nos últimos meses, o grupo tem apresentado a coreografia Rotas de resistência nas escolas públicas do país.

 

 

Fonte : Facomb

Categorias : Cultura

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