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Cecane

Educação também no prato

No combate à obesidade, o Programa de segurança alimentar da Faculdade de Nutrição (Fanut), aposta na educação nutricional, principalmente com as crianças, para vencer o problema

Murilo Nascente

A obesidade vem se inserindo e se consolidando cada dia mais entre as grandes epidemias da sociedade atual. Ao lado da depressão, o excesso de peso cresce de maneira desenfreada no mundo todo e assombra grande parte da população. No Brasil, o número de obesos já chegou aos 10 milhões de pessoas, atingindo 12% dos homens adultos acima de 20 anos, e 16% das mulheres na mesma faixa etária. Mais preocupante ainda é a previsão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta um acelerado e grande crescimento do número de obesos. De acordo com a pesquisa, o percentual de crianças (entre 5 a 9 anos) é de 16,6%. Essas preocupantes previsões fizeram com que o problema fosse declarado como epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos grandes responsáveis pelo aumento desse número é a insegurança alimentar, em que o acesso a uma alimentação saudável e de qualidade não é garantida ao cidadão. No mundo, cerca de 800 milhões de pessoas estão nessa situação, e isso contribui fortemente para o alto índice de obesidade. O caso mais alarmante no Brasil está no Maranhão. No estado, cerca de 64% das famílias estão na zona da insegurança alimentar. Compreendendo esse problema, o Governo Federal criou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que tem como objetivo principal garantir a segurança alimentar nas escolas da rede pública.

 

Combate à insegurança

Desde 2007, data de sua criação, os Centros Colaboradores de Alimentação e Nutrição do Escolar (Cecane) da Faculdade de Nutrição (Fanut) atua na área de orientação e formação de profissionais das escolas de Goiás para garantir o desenvolvimento do PNAE. “ O projeto tem como objetivo, além de trocar experiências sobre a alimentação escolar, qualificar e orientar os profissionais da educação quanto à nutrição das crianças. Orientamos desde professores até membros do Conselho de Alimentação Escolar, que trabalham nas escolas públicas do estado. Assim a gente procura garantir a qualidade e o controle da alimentação das crianças, esclarece a coordenadora do Cecane, Veruska Prado. De acordo com ela, o principal ganho do projeto é conscientizar as crianças de que ter uma alimentação balanceada é importante para manter a saúde e até o bom rendimento na escola.

Educação alimentar

A linha usada no projeto é a mesma seguida pela maioria dos nutricionistas, a educação alimentar. Essa alternativa consiste na elaboração de cardápios que contemplam vários tipos de alimentos, principalmente os ricos em valores nutricionais. Isso significa que o paciente se não se priva dos pratos saborosos e muitos menos deixa de comer. “Essa ideia de que para manter o peso é necessário fechar a boca é totalmente ultrapassada. Hoje a nutrição trabalha com a dieta balanceada, em que pode comer de tudo em pequenas quantidades. Assim não falta nenhum nutriente e o paciente ainda se educa, criando uma consciência sobre a dieta”, afirma a nutricionista consultora do Cecane, Jéssica de Almeida. Ela ainda comenta que as crianças atendidas pelos profissionais orientados pelo Cecane costumam responder bem à dieta monitorada pelo projeto.

“Os resultados são bem satisfatórios. Orientamos e monitoramos o trabalho nas cantinas das escolas e oferecemos inclusive pratos diários para a boa nutrição das crianças. Assim, além de colocá-los na zona da segurança alimentar, estamos prevenindo problemas de saúde futuros, inclusive combatendo à obesidade” comenta Veruska Prado.

Fonte : Facomb

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