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Jovens viciados em tecnologia

Estudo recente revela que as pessoas nascidas na década de 90 são dependentes de internet
Por Tallita Guimarães

 

 

Quem nunca se deparou com alguém que não consegue se desprender de um aparelho celular? Ou que se isola do mundo real e entra no virtual? São pessoas viciadas em tecnologia, que dependem de aparelhos eletrônicos. Geralmente, são pessoas jovens, nascidas depois da década de 90. Esse foi um estudo feito pela Ericsson.

 

 A pesquisa mostra que os jovens nascidos no Brasil a partir de 1990 são bastante ligados à tecnologia e às novidades que o moderno mundo de smarthpones, tablets e notebooks trazem. Atualmente, cerca de 25% dos jovens desta geração é usuária de algum aparelho celular com acesso a internet.

 

Os dados do estudo são surpreendentes: 90% dos jovens entre 13 e 23 anos possuem aparelho celular; cerca de 70% tem acesso a computadores dentro de casa. Ainda de acordo com a pesquisa, os jovens enviam mensagens de celular todos os dias. A geração participa ativamente das redes sociais: quase 90% tem conta em pelo menos uma rede social e 64% acessa diariamente.

 

Efeitos no corpo

O uso excessivo de aparelhos de alta tecnologia vem trazendo males aos usuários. As lesões são relacionadas aos longos períodos de manuseio de telas pequenas e digitação em teclados minúsculos. Especialistas da saúde alertam que os problemas na saúde vão se tornando mais comum, à medida que os aparelhos estão se tornando mais acessíveis.

 

Segundo médicos, a lesão mais comum que atinge os viciados em tecnologia é a que afeta os músculos, tendões e nervos, principalmente o pescoço e os membros superiores, conhecida como LER. O problema de saúde está diretamente relacionado com pessoas que passam longos períodos utilizando notebooks e mouses. Embora a LER seja tratável, especialistas afirmam que é importante não ignorar os primeiros sinais da doença.

 

Tratamento

Richard Graham é psiquiatra britânico especialista em jovens viciados em tecnologia e internet. O médico cuida tem um clínica de tratamento para jovens que padecem desse mal. “O excesso de tecnologia esgota o cérebro da mesma forma como acontece com a depressão e como acontece com o uso de anfetaminas, por exemplo, que dão muita empolgação para depois deprimir”, explicou. De acordo com o psiquiatra, a dependência é agravada pelas redes sociais, onde há uma pressão do grupo para que o usuário esteja sempre online.

 

O Hospital das Clínicas, em São Paulo, tem um programa gratuito para o tratamento de viciados em internet. Os procedimentos são baseados em acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos do paciente.

 

TESTE: VOCÊ É VICIADO EM INTERNET?

O teste com as perguntas abaixo foi desenvolvido pelo psiquiatra Richard Graham, do hospital Capio Nightingale. Ele afirma que, se responder 'sim' a mais de cinco alternativas, é possível que você tenha problemas com a tecnologia

1 - Você fica online mais tempo do que gostaria, com cada vez mais frequência?

2 – Você ignora e evita seu trabalho e outras atividades para passar mais tempo conectado?

3 – Você checa com frequência mensagens e e-mails antes de algo que precisa fazer, às vezes até se atrasando para refeições?

4 – Você se irrita quando alguém o interrompe quando está tentando fazer algo online ou no seu telefone?

5 – Você prefere passar tempo com pessoas na internet a encontrá-las pessoalmente?

6 – Quando está offline, você pensa muito sobre quando conseguirá se conectar novamente?

7 – Você discute ou se sente criticado por amigos, parceiros e parentes sobre a quantidade de tempo que passa online?

8 – Você se empolga com a expectativa de ficar online e também pensa antecipadamente sobre o que fará quando estiver conectado?

9 – Você prefere atividades na tela a sair e fazer algo diferente disso?

10 – Você esconde ou fica na defensiva sobre suas atividades online?

 

Categorias : Ciência e Tecnologia

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