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O Jornalista (perfeito) da televisão

 

Você já reparou em quem trabalha na televisão? Provavelmente você não vai se lembrar com muita frequência de negros, deficientes, obesos ou de quem não segue os “padrões de beleza"

 

Por Jéssica Alencar

 

A televisão e sua “missão” de fantasiar a vida e de mostrar pessoas perfeitas tem levado também, o jornalismo a se adaptar a tais exigências. Em detrimento da boa aparência, muitas vezes profissionais capacitados são excluídos deste campo de trabalho e se voltam para outros mercados, como o impresso e a web. Ou ainda se tiver uma voz agradável e “forte” está habilitado a trabalhar em rádio.

 

É fato, porém, que uma boa dicção ou um vestuário discreto, por exemplo, são fatores de critério de seleção para que a notícia seja o foco para o telespectador, é o que garante gerente de jornalismo da Record, Ana Raquel Coppeti, “Não é preciso ser bonito, é preciso atender o perfil de vídeo, o apresentador nunca pode aparecer mais que a notícia”, garante a profissional.

 

A professora, jornalista e ex- apresentadora de um telejornal goiano, Solange Franco, acredita que as equipes de televisão que trabalham com profissionalismo e seriedade priorizam talentos ou atributos de cada um em áreas específicas. “O vídeo não é exclusividade dos esteticamente “lindos” e jovens, já a preferência é pelos homens pelo simples motivo das mulheres serem maioria.”

 

Em entrevista a uma revista, a apresentadora e jornalista Daniela Albuquerque, ilustrou como a aparência virou prioridade na TV. Ela disse ter escolhido a carreira de jornalista, depois de ler informações sobre a profissão em uma embalagem de achocolatado e por que acredita que jornalismo tem tudo a ver com ser modelo. Grande parte das misses são formadas em Jornalismo, o que não quer dizer que beleza e competência são opostas. Mas até que ponto a aparência deve ser um requisito classificatório?

 

Categorias : Comportamento

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