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Circo escola

Pais, alunos, artistas e professores se mobilizam nas redes sociais para evitar venda do terreno do Circo Lahetô

por Carlos Eduardo Pinheiro

Instalado no Parque da Criança o Circo Lahetô passou no fim do ano passado por um susto. Havia rumores de que o local, situado entre o Shopping Flamboyant e o Park Lozandes, região repleta de prédios de alto padrão, estava no projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás para a venda de áreas públicas. Foi o suficiente para educadores, pais, artistas e entusiastas do circo-escola mobilizarem para evitar a venda.



Com a repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais, a Secretaria de Gestão e Planejamento do Estado (Segplan), através de nota oficial, desmentiu os rumores e entrou em contato com a coordenação do Circo Lahetô. A coordenadora e uma das fundadoras do espaço, Seluda Rodrigues, afirma que a mobilização foi importante para dar visibilidade ao projeto desenvolvido ali.

 

O medo era que, com retirada do Lahetô da região, prejudicasse o Projeto Arte Circo e Cidadania, principal força de mobilização social que o circo possui. O projeto funciona em parceria com a Escola Municipal Bárbara de Souza Morais, localizada no Jardim Novo Mundo, e atende cerca de 150 crianças.

 

Vencedor do Prêmio Anu, promovido pela Central Única de Favelas (Cufa), o projeto envolve, além do complemento educacional em parceria com a escola, suprindo carências estruturais, a comunidade local, principalmente da região da Vila Lobó, no Jardim Goiás.


É um projeto de escola de tempo integral, trabalhamos com crianças carentes para suprir necessidades de formação educacional. Como a escola não tem espaço para atividades, o circo é a saída. Damos aulas de todas as modalidades: malabares, trapézio, monociclo, palhaço, tecido acrobático e trapézio, lira entre outros”, complementa Seluda.

Categorias : Cidadania circo escola Lahetô

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