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Altos preços não assustam cinéfilos

Investimentos em altas tecnologias compensam ingressos caros e sustentam a indústria cinematográfica

 

Larissa Quixabeira

 

Televisões de alta definição, DVDs com tecnologia Blu-Ray, além do fácil acesso à pirataria na internet e mesmo assim, a indústria cinematográfica ainda consegue bater seus próprios recordes e emplacar sucessos mundiais de bilheterias.

Desde o seu surgimento, em meados da década de 1960 nos Estados Unidos, as salas de cinema se caracterizavam pelo seu potencial comercial, o que rapidamente a transformou em um objeto da cultura urbana no mundo todo. Hoje em dia, com tamanha concorrência em questão de entretenimento, o número de estabelecimento voltados apenas para as projeções já não é tão grande.

Na década de 1970 eram contabilizados mais de 3 mil salas de cinema em todo o Brasil, contabilizando uma média de 200 milhões de ingressos vendidos por ano. Atualmente existem pouco mais de 2 mil salas e a média anual da venda de ingressos é entorno de 90 milhões.

Invasão Multiplex

As mudanças, porém, vão além do número de salas. Atualmente, as novas salas de cinema seguem o modelo multiplex, ou seja, complexos cinematográficos com seis ou mais salas de cinema, caracterizados pela exibição de filmes hollywoodianos e pelo alto investimento em tecnologia de imagem e som, o que, por consequência, faz com que o preço dos ingressos sejam mais caros.

Para a gerente de marketing de uma grande rede de cinemas, Lorena Mayer, a um tempo atrás, o cinema era uma das únicas formas de lazer que existiam, “hoje existem as opções de boates, bares, eventos esportivos e a programação na TV que acabam afastando o consumidor.”, ela diz. Além disso, o fácil acesso à pirataria por meio da internet ainda é um problema real que afeta a indústria cinematográfica como um todo (veja pesquisa).

Novas tecnologias

Os investimentos têm se voltado, portanto aos elementos que fazem com que a experiência de assistir a um filme na telona seja diferente. Altas tecnologias de sons e imagens, principalmente o efeito 3D fez com que as pessoas voltassem a se dispor a sair de casa para ver um filme no cinema. É o caso de Mateus Borges, de 20 anos, que se considera um cinéfilo.

Ele assiste filmes duas vezes por semana, procurando sempre escolher os dias de promoção. Para ele, vale a pena sair de casa para assistir a um filme no cinema. “Os filmes são concebidos para serem assistidos à maneira clássica”, ele diz,” com projeção em tela de grande dimensão, sala escura e som de qualidade.”

Apesar de pessoas como Mateus, a realidade é que 50% dos brasileiros consomem programação cinematográfica através das televisões abertas e videolocadoras. Com televisões cada vez mais avançadas tecnologicamente, a tendência é aumentar ainda mais à acessibilidade. Cabe ao cinema continuar buscando formas de encantar público seu para que este permaneça cativado pelas boas e velhas salas de projeção.

Fonte : Facomb

Categorias : Cultura

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