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Cresce o número de afogamentos de crianças

Piscinas são grande atração para os jovens, porém podem representar sérios riscos

Murilo Nascente

O número de acidentes envolvendo afogamento, sendo as principais vítimas crianças, se tornou muito evidente nos últimos meses e colocou o problema no centro dos debates sobre segurança doméstica e infantil. Em pouco tempo, o estado de Goiás se tornou palco de dois afogamentos trágicos. Em um dos casos, dois bebês caíram na piscina de um berçário, resultando na morte de um deles. No outro uma criança de três anos morreu afogada na piscina em Goianésia. Esses fatos são apenas espelhos de uma realidade bem mais trágica.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), quatro crianças de até 10 anos morrem afogadas todos os dias no Brasil. Do total de afogamentos com crianças, 53% ocorrem em piscinas, porém, esse tipo de acidente pode acontecer também em baldes, banheiras, rios entre outros locais de risco.

Em Goiânia, o Corpo de Bombeiros registra cerca de 12 casos de afogamentos com crianças por mês. Para o tenente Eberson Holanda, a principal causa desses acidentes é a falta de supervisão dos pais. “A criança nunca deve nadar sozinha. Os pais ou qualquer responsável têm que estar por perto, atentos à qualquer problema que venha a acontecer”, comenta. O tenente Eberson ainda ressalta a importância de usar boias, coletes salva-vidas e outros elementos que auxiliem a criança a flutuar na água.

 Prevenção

     Preocupados com o afogamento doméstico, os pais buscam alternativas para eliminar ou reduzir esse tipo de acidente. Proteções nas piscinas, como grades e lonas de cobertura, devem ser utilizadas. O comerciante Paulo Henrique de Lima tem dois filhos pequenos; Pedro de 7 anos e Valentina de apenas 3. Paulo optou por colocar grades na piscina de casa para evitar problemas. “Quando o Pedro começou a engatinhar eu já resolvi colocar a proteção em volta da piscina. Logo depois veio a Valentina, então mantive a grade. Dá mais tranquilidade”, comenta. Ele ainda completa que mesmo com a proteção se mantém atento à movimentação das crianças perto da piscina.

Outra opção para evitar acidentes é a natação. A escola de natação se torna uma aliada na prevenção contra o afogamento. O professor de natação infantil Dênis Júnior revela que os pais procuram as aulas desde os primeiros meses de vida da criança.  Segundo ele, com dois meses de idade o bebê já pode começar as aulas. “Nessa idade ocorre a ambientação das crianças com a água, e partir dos 2 anos a gente começa a ensinar realmente a natação”, expõe.

De acordo com o professor, saber nadar auxilia muito na prevenção dos afogamentos, mas só essa medida não é garantia de segurança total. “É importante também que as crianças frequentem piscinas rasas, em que consigam alcançar o fundo com os pés e estejam sempre supervisionadas pelos pais. Só por volta dos 8 anos de idade é que a criança que sabe nadar reduz o risco de afogamento a quase zero”, aponta Dênis.

Para evitar problemas é sempre bom se manter atento a todas essas questões. Acidentes envolvendo água são muito frequentes, e um pouco de atenção e cuidado podem evitar a maioria dos incidentes.

Fonte : Facomb

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